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Detidos em Wall Street são soltos, enquanto protestos se multiplicam
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DE SÃO PAULO
DA EFE, EM WASHINGTON
A polícia de Nova York liberou neste domingo boa parte dos mais de 700 manifestantes detidos após o bloqueio da ponte do Brooklyn no sábado, enquanto os protestos contra a crise econômica e o setor bancário do país continuam se multiplicando.
De acordo com a emissora britânica BBC, menos de 20 manifestantes continuavam presos. A maioria dos libertos recebeu citações por conduta desordeira e uma intimação judicial criminal.
Apesar das detenções de ontem, o grupo que ocupa Wall Street, o centro financeiro dos Estados Unidos, disse que seguirá com os protestos.
Cerca de 700 pessoas foram presas no sábado em um protesto que bloqueou a ponte do Brooklyn. A manifestação havia sido iniciada no Zuccotti Park, em Manhattan, onde desde 17 de setembro centenas de pessoas estão acampadas, em um movimento ao qual batizaram de "Occupy Wall Street" (Ocupem Wall Street, em tradução livre).
Mais de uma centena de pessoas permanecem acampadas nas escadarias da Prefeitura de Los Angeles (Califórnia) em demonstrações contra o que o jornal "The Los Angeles Times" descreveu como "injustiças das políticas econômicas".
Uma demanda comum que os organizadores dos protestos apresentam em suas convocações, especialmente na internet, é que "se escute a voz de 99% do país, e não a de 1% que continua enriquecendo".
Em Raleigh, Carolina do Norte, um grupo denominado "Occupy Raleigh" convocou neste domingo ativistas, sindicatos, igrejas e comunidades a uma reunião para organizar protestos similares na cidade.
As manifestações brotaram em diferentes cidades, incluindo Albuquerque, no Novo México, onde na sexta-feira houve um ato com cerca de 500 pessoas, e em Chicago, onde mais de 100 pessoas se reuniram em frente ao edifício do Federal Reserve (Fed, banco central americano).
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