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02/10/2011 - 17h01

Europa prepara últimos detalhes de plano de resgate à Grécia

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DA FRANCE PRESSE, EM BRUXELAS

A zona do euro prevê dar passos gigantescos nos próximos dias para encontrar uma solução definitiva para a crise da dívida europeia e aprovar o quanto antes o segundo plano de ajuda à Grécia, mostrando diante da cúpula do G20 um front unido em torno de medidas concretas.

Neste domingo, o governo de Atenas anunciou em comunicado que o déficit público da Grécia deve ficar em 8,5% do PIB em 2011, acima da meta de 7,4% fixada anteriormente, segundo o projeto de orçamento para 2012, examinado pelo conselho de ministros.

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Após um déficit de 10,5% em 2010, a nova previsão supera a meta fixada pela lei plurianual votada no final de junho, que era de 7,4% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. No entanto, é melhor que a projeção feita no início de setembro pela "troika" de credores do país (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), antes de o governo grego adotar novas medidas de austeridade.

"Vamos dar passos muito importantes em matéria econômica" nos próximos dias, afirmou uma fonte europeia.

A preocupação de fundo é evitar o efeito dominó da crise da dívida, que além da Grécia ameaça grandes economias da zona do euro, como Itália e Espanha, terceira e quarta economias europeias.

Os ministros da Economia da União Monetária formada por 17 países da UE se reunirão na segunda-feira em Luxemburgo, enquanto que o total dos 27 países do bloco preveem dar na terça-feira os últimos retoques ao segundo plano de ajuda de US$ 160 bilhões prometido à Grécia em julho, durante uma cúpula europeia.

Nikolas Giakoumidis - 29.set.11/Associated Press
Estudantes gregos pedem, em protesto, "poder para mudar o país"
Estudantes gregos pedem, em protesto, "poder para mudar o país"

A quinta-feira é também um dia-chave na agenda europeia com uma reunião do Conselho de Diretores do Banco Central Europeu, a última sob a presidência de Jean-Claude Trichet, na qual poderá anunciar medidas favoráveis à reativação econômica e aos bancos.

O eixo franco-alemão se reunirá nos "próximos dias na Alemanha" para acelerar a execução de medidas previstas para ajudar a zona do euro, segundo anunciou o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Um fracasso da Grécia seria um fracasso de toda a Europa", advertiu o presidente francês.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e Nicolas Sarkozy debaterão sobretudo "os meios para acelerar a integração econômica da zona do euro".

Em 13 de outubro, está prevista uma nova reunião de ministros de Economia para desbloquear a última parcela de 8 bilhões de euros como parte de um pacote de ajuda prometido a Atenas em 2010, absolutamente necessário para dar certo alívio à Grécia.

"É altamente provável que sejam entregues os 8 bilhões de euros à Grécia", declarou a ministra da Economia austríaca, Maria Fekter, em entrevista publicada neste domingo.

Petros Giannakouris - 28.set.11/Associated Press
Em Atenas, manifestantes põem fogo em avisos de cobrança de impostos, em protesto contra medidas de austeridade impostas pelo governo grego
Em Atenas, manifestantes põem fogo em avisos de cobrança de impostos, em protesto contra medidas de austeridade impostas pelo governo grego

Uma boa notícia é o retorno da "troika" de credores da Grécia (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) a Atenas para vigiar a aplicação das medidas de ajuste fiscal e as reformas impostas ao governo grego em troca de ajuda.

Uma cúpula de líderes da União Europeia está prevista para 17 e 18 de outubro, antes da runião do G20 na cidade francesa de Cannes em 3 e 4 de novembro.

Antes da cúpula do G20, os europeus esperam conseguir limar suas divergências para sair da crise.

Os 17 países europeus colocaram como meta aprovar antes da data o fortalecimento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

Até agora, 14 países aprovaram o plano de reforçar o Feef com o objetivo de que este possa comprar dívida soberana de países em dificuldades, conceder empréstimos preventivos a Estados da zona do euro ou emprestar dinheiro para que recapitalizem seus bancos.

Os olhares estão todos voltados para a Eslováquia, que se negou a participar do primeiro resgate europeu no ano passado e até o momento nem sequer fixou uma data de votação.

No entanto, os líderes europeus prometeram aos Estados Unidos e aos países emergentes que estas medidas estarão em vigor no mais tardar em meados de outubro.

Muitos especialistas consideram que o volume do fundo de resgate fixado em até 440 bilhões de euros é insuficiente no caso de este ter de realizar um resgate da Itália ou da Espanha.

 

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