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Senado dos EUA vota projeto que enfrenta câmbio chinês
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DA REUTERS, EM WASHINGTON
Para os parlamentares norte-americanos que planejam a reeleição no ano que vem, esta semana abre a chance para mostrarem o quanto estão de fato dispostos a combater a política cambial chinesa e retomar os empregos nos Estados Unidos.
Os críticos afirmam que a legislação sobre o tema, com chances de ser aprovada pelo Senado nesta semana, tem maior probabilidade de ajudar um operário em Hanói do que em Ohio, além de poder criar atritos comerciais entre os Estados Unidos e o mercado para exportações do país que mais cresce no mundo.
No entanto, esses argumentos não intimidam o senador Sherrod Brown, um democrata do Estado industrial de Ohio.
"O nosso déficit comercial com a China está em US$ 200 bilhões. O jogo chinês com o câmbio tem claramente cortado a nossa capacidade de competir em várias áreas", afirmou Brown.
"Não temos sido agressivos o suficiente com a China. Isso tem custado a muitas pessoas do meu Estado o seu padrão de vida de classe média. Muitos professores, bombeiros e policiais perdem o emprego, enquanto fábricas são fechadas," completou.
Emprego é um tema central nos preparativos para a campanha de 2012, e a perspectiva de que o projeto sobre o câmbio chinês passe no Congresso pode ser melhor agora do que em anos passados, o que colocaria ao presidente Barack Obama o dilema de vetá-lo ou não.
Obama venceu em Ohio em 2008, Estado que os republicanos haviam levado nas duas eleições presidenciais anteriores.
O pré-candidato republicano Mitt Romney colocou a China no centro da sua campanha neste mês, quando prometeu que iria reagir quando a China "trapaceasse."
O projeto provavelmente elevará encargos somente para uma pequena parte dos produtos importados da China, que somaram cerca de US$ 365 bilhões no ano passado, mais do que qualquer outro fornecedor dos Estados Unidos.
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