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03/10/2011 - 09h19

Ministros discutem novos passos para solução da crise grega

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O reconhecimento do governo grego de que o país não atingirá as metas do deficit orçamentário para 2011 e 2012, determinadas pelo plano de resgate do país, fortaleceu o fantasma do default (suspensão dos pagamentos) e será tema das discussões entre ministros de Finanças da zona do euro em Luxemburgo nesta segunda-feira, que se reúnem para debater os próximos passos na resolução da crise da dívida da região.

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Também nesta segunda-feira, o Banco Central Europeu anunciou que está recomprando títulos das dívidas públicas da Itália e da Espanha, os dois países que têm hoje maior risco de precisar da ajuda de seus parceiros do euro. A medida é uma reação ao pessimismo que a crise da Grécia voltou a causar no mercado.

No domingo, o Ministério das Finanças da Grécia aprovou o anteprojeto para o orçamento do próximo ano, que contempla a previsão de que o país continuará em recessão até 2012, pelo quarto ano consecutivo, com quedas do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,5 neste ano e 2,5% no próximo.

"Com a continuidade do saneamento da economia grega e a recessão importante de 2011, com uma contração esperada do PIB de 5,5%, o ritmo da economia continuará sendo negativo em 2012, antes de uma recuperação prevista em 2013", informou um comunicado oficial do ministério no domingo.

De acordo com as previsões da pasta, o deficit orçamentário de 2011 ficará em 8,5% do PIB, sem atingir a meta de 7,6%. Ele será rebaixado para 6,8% do PIB no ano que vem, mas ainda assim não atingirá a meta do resgate, de 6,5%.

Outros dados negativos divulgados pelo governo grego para 2012 são que a dívida do país chegará a 172,7% do PIB, mais de dez pontos percentuais acima da previsão anterior, que era de 161,8%. Essa dívida, que totaliza € 381,2 bilhões, consolida o país como o mais endividado da Europa, ficando muito à frente da Itália, que tem um passivo de 120% do PIB.

Também em 2012, a taxa de desemprego oficial deverá se estancar nos 16,4%, enquanto a inflação deverá ficar em torno de 3% neste ano e 2% no próximo.

RESGATE

Após o reconhecimento do governo grego de que não cumprirá os objetivos estabelecidos pelo trio de credores --União Europeia, Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu--, a zona do euro prevê avançar para encontrar uma solução definitiva para a crise da dívida europeia e aprovar o quanto antes o segundo plano de ajuda à Grécia.

Nos próximos dias, o trio de credores analisa se o governo grego tem cumprido as condições exigidas pelo plano de resgate do país, como medidas de ajuste fiscal, para que seja liberada a próxima parcela da ajuda, de € 8 bilhões.

PESSIMISMO

O anúncio do não cumprimento das metas orçamentárias da Grécia fez com que as bolsas abrissem com forte desvalorização nesta segunda-feira. Em Londres, o índice Financial Times recua 1,48%, para 5.052 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX cai 2,56%, atingindo 5.360 pontos. Já em Paris, o índice CAC-40 registra perdas de 1,96%, alcançando 2.923 pontos.

Os números da atividade do setor manufatureiro também aumentam o pessimismo. A contração do setor na zona do euro se acentuou em setembro, conforme as novas encomendas caíram no maior ritmo desde junho de 2009.

O índice Markit caiu para 48,5, contra 49,0 em agosto. A leitura preliminar do mês apontava 48,4. O número está abaixo da linha de 50 --que divide a contração do crescimento-- pelo segundo mês seguido.

 

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