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03/10/2011 - 13h05

Disputa entre Strauss-Kahn e jornalista chega à Procuradoria francesa

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DA EFE, EM PARIS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O caso aberto pela denúncia apresentada pela jornalista francesa Tristane Banon, 32, contra o ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn por tentativa de estupro passou nesta segunda-feira às mãos da Procuradoria francesa, informaram fontes da polícia.

A Procuradoria, após receber o relatório da Polícia Judiciária, deverá decidir se os fatos denunciados, que supostamente ocorreram em 2003, prescreveram, o que levaria ao arquivamento do caso, ou se conduz o processo a um juiz de instrução.

Fred Dufour/France Presse
Ex-diretor do FMI, Dominique Strauss Kahn, e a jornalista francesa Tristane Banon
Ex-diretor do FMI, Dominique Strauss Kahn, e a jornalista francesa Tristane Banon

Strauss-Kahn e a jornalista mantiveram uma acareação na polícia em 29 de setembro, na qual Tristane manteve a acusação, enquanto o político sustentou que os fatos denunciados são "imaginários".

O ex-diretor do FMI, acusado em maio de tentativa de estupro por uma camareira de um hotel de Nova York, o que encerrou, no momento, sua carreira política, negou qualquer ato de violência contra Banon.

Durante um primeiro interrogatório em 12 de setembro, Strauss-Kahn admitiu que fez "avanços" sobre a jovem. Mas em uma entrevista, DSK afirmou que a versão dos fatos apresentada por Banon é "imaginária e caluniosa".

ACUSAÇÕES

Banon afirma que, em fevereiro de 2003, em um apartamento de Paris no qual Strauss-Kahn complementava uma entrevista concedida dias antes na Assembleia Nacional, o político tentou estuprá-la.

Em uma entrevista concedida em julho à revista L'Express que coincidiu com a apresentação de sua denúncia à promotoria, Banon referiu-se a alguns "detalhes sórdidos" do suposto comportamento de Strauss-Kahn: "Arrancou meus jeans e o sutiã", colocou "seus dedos na minha boca", "suas mãos em minha calcinha" e "compreendi que realmente queria me estuprar".

Respondendo aos que a criticaram por ter levado oito anos para denunciar o ocorrido à Justiça, Banon, pequena, pálida e descrita por pessoas próximas como uma pessoa "frágil", se defendia dizendo: "Eu já não suporto continuar escutando que sou uma mentirosa".

 

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