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Corte de Perugia pede "respeito" a veredicto sobre morte de estudante
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DA ANSA, EM PERUGIA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A Corte de Apelação de Perugia pediu "respeito" durante a leitura do veredicto sobre a morte da estudante britânica Meredith Kercher, que deve ser anunciado a partir das 20h locais (15h no horário de Brasília).
"Não é uma partida de futebol. Não há espaço para fanatismos. Vamos relembrar que uma bela jovem morreu e que a vida de outros dois está em jogo", afirmou o presidente da Corte, Claudio Pratillo Hellman.
A norte-americana Amanda Knox e seu ex-namorado italiano Raffaele Sollecito são acusados de terem matado a jovem durante uma noitada de festas, em novembro de 2007. Eles foram condenados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, mas apelaram da decisão.
Kercher foi encontrada morta seminua, com ferimentos no corpo, na casa que dividia com Knox em Perugia, região da Úmbria.
A leitura da sentença será acompanhada pela mãe e pela irmã da jovem britânica. "Eu quero voltar para casa, eu quero minha vida", disse Knox nesta segunda-feira, alegando inocência. "Tenho respeito pela Corte. Peço Justiça", acrescentou.
Se o casal for considerado inocente, será libertado. Mas, caso a condenação seja mantida, haverá espaço para mais uma apelação.
"Eu perdi uma amiga do modo mais brutal e inexplicável", afirmou a norte-americana. "Não quero ser privada da minha vida e do meu futuro por algo que não fiz. Eu sou inocente", defendeu-se, ressaltando que foi "manipulada" e que não estava na casa na noite do crime.
ACUSAÇÃO
Na sexta-feira (30), em suas considerações finais, promotores descreveram Knox como uma "assassina fria" que matou Kercher durante um jogo sexual.
A americana, que já foi condenada a 26 anos de prisão, e seu namorado italiano --que pegou 25 anos-- apelam da decisão. Kercher, foi encontrada morta seminua, com ferimentos no corpo, no quarto da casa que dividia com Knox em Perugia, na região da Umbria, em 2007.
Knox e Sollecito negam a participação no crime e dizem que passaram a noite do assassinato no apartamento do italiano.
Rudy Guede, cidadão da Costa do Marfim com antecedentes criminais, também foi condenado no caso e cumpre pena. Ele também se declarou inocente.
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