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Ministros da zona do euro estudam ampliação de fundo de resgate
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os ministros das Finanças da zona do euro, reunidos nesta segunda-feira em Luxemburgo, estudam reforçar a capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), disse o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehen. Está em análise, particularmente, o recurso de alavancagem.
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Pedido com insistência pelos Estados Unidos, esse mecanismo financeiro permite comprar ativos recorrendo ao endividamento contando com um capital inicial como garantia.
A imprensa tem especulado sobre várias possibilidades, como o FEEF transformar-se em banco e abastecer-se do Banco Central Europeu (BCE) sem limites.
Os ministros das Finanças tentavam, nesta segunda-feira, por em prática o segundo plano de ajuda à Grécia e ao fundo de estabilidade, em uma jornada marcada por uma nova queda dos mercados financeiros.
Os gestores tentam suprir os obstáculos que atrasam a aplicação do segundo plano de ajuda ao país, decidido em julho, de 109 bilhões de euros em créditos internacionais, que se somará pela primeira vez à contribuição dos bancos credores.
Este plano, no entanto, tropeça na exigência da Finlândia de obter garantias em troca de novos empréstimos e as reticências da Eslováquia para reforçar o FEEF.
A capacidade do fundo, que já tem ajudado Irlanda e Portugal, deve ser aumentada para socorrer a Grécia, atenuando sua dívida e apoiando seu setor privado.
Até agora, apenas três países da zona do euro ainda não aprovaram a ampliação, entre eles a Eslováquia.
Uma reunião da coalizão no poder em Bratislava será celebrada na terça-feira para tratar de fixar uma data para a votação.
Os dirigentes da zona do euro esperam concluir a ampliação do fundo de ajuda antes da reunião europeia prevista para meados de outubro.
NEGOCIAÇÕES
O encontro dos credores do Eurogrupo ocorre às vésperas da reunião da União Europeia de terça-feira.
Mais cedo, o ministro britânico de Finanças, George Osborne, pediu à zona do euro que adote decisões rápidas sobre Grécia.
"A hora de resolver a crise é agora. É preciso sair e consertar o telhado, pois já está chovendo muito", disse Osborne, cujo país não pertence à zona do euro.
Já o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, advertiu que a "Grécia é um país com dificuldades e não o bode expiatório da Eurozona".
CRISE GREGA
A Grécia voltou a suscitar os piores temores nas Bolsas mundiais ao anunciar no domingo que só poderá reduzir o déficit público este ano até 8,5% do PIB, sendo que o objetivo inicial era de 7,4%.
As principais Bolsas europeias registraram fortes perdas nesta segunda-feira. Frankfurt recuou 2,28%, seguida de Madri com 2,26%, Paris com 1,85%, Milão, 1,31% e Londres 1,03%, na esteira das bolsas asiáticas.
O euro por sua vez caiu abaixo de 1,33 dólar, seu nível mais baixo desde janeiro e o petróleo também perdia terreno.
Atenas, no entanto, tenta fazer tudo o que pode para cumprir as exigências dos credores, apesar do crescente descontentamento social.
O projeto orçamentário para 2012, entregue nesta segunda-feira ao Parlamento, contempla uma nova contração do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 2,5%.
Com todos esses esforços, Atenas espera a entrega em outubro de 8 bilhões de euros, correspondentes à sexta parte do primeiro plano de ajuda concedido no ano passado, para evitar a bancarrota.
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