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Forças iraquianas matam homens-bomba para libertar reféns
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DA REUTERS, EM BAGDÁ
Forças de segurança iraquianas mataram homens-bomba e combatentes armados para libertar um complexo do governo nesta segunda-feira. A operação teve o objetivo de resgatar pessoas mantidas reféns por rebeldes que invadiram o prédio e atacaram uma delegacia de polícia na província de Anbar.
Os homens-bomba detonaram seus explosivos do lado de fora do complexo em Baghdadi, 190 quilômetros a oeste da capital Bagdá. Enquanto isso, combatentes armados disfarçados com uniformes fizeram cerca de 20 pessoas reféns.
Fontes disseram que de três a sete homens-bomba estavam envolvidos no ataque ao complexo do governo local. O edifício onde os reféns eram mantidos foi parcialmente destruído durante o cerco.
| Associated Press | ||
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| Policiais iraquianos vistoriam prédio do governo invadido por homens-bomba que fizeram reféns nesta segunda |
"A operação acabou. Forças especiais iraquianas invadiram o complexo e todos os invasores foram mortos", disse o governador da província de Anbar, Mohammed Qassim.
"Eu vi um homem armado cobrindo o rosto com uma máscara enquanto ele estava no telhado, então ele desapareceu. Quando a polícia e o Exército chegaram os homens armados estavam no telhado e nas janelas", disse o morador Jasim Khalaf.
NÚMEROS CONTRADITÓRIOS
Mohammed disse que quatro pessoas, incluindo um chefe de polícia, e três invasores foram mortos. Mas duas fontes da polícia disseram que até 13 pessoas foram mortas durante o ataque e a ação subsequente do Exército. Os números de baixas muitas vezes variam após ataques no Iraque.
O grupo Estado Islâmico do Iraque, uma afiliada iraquiana da Al Qaeda, muitas vezes ataca prédios oficiais em uma tentativa de desestabilizar o governo do primeiro-ministro Nuri al Maliki.
Anbar, província de vasta maioria sunita muçulmana no oeste do Iraque, é a antiga fortaleza da Al Qaeda no Iraque.
CONFLITOS INTERNOS
Os índices de violência no Iraque vêm sendo reduzidos há alguns anos, mas as forças iraquianas não conseguiram parar os ataques diários que matam pessoas diariamente. Mais de oito anos após a invasão americana que derrubou o ex-ditador Saddam Hussein, líderes iraquianos estão discutindo se vão pedir formalmente ao presidente dos EUA, Barack Obama, para manter soldados no país além do prazo limite de 31 de dezembro, quando expira o pacto de segurança.
Hoje, 44 mil soldados dos EUA ainda prestam assistência ao Iraque.
A maioria dos legisladores tem sido relutante em acatar a presença das tropas dos EUA por ser uma medida impopular. Contudo, conversas entre os líderes dos principais grupos políticos do Iraque são esperadas até a próxima semana.
As autoridades dos EUA e do Iraque afirmam que as forças armadas locais são capazes de conter os insurgentes, embora os EUA possam continuar ajudando a preencher lacunas, sobretudo nos setores de defesas aérea e marítima.
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