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03/10/2011 - 17h56

Argentina e Chile advertem para possíveis efeitos de crise econômica

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DA ANSA, EM BUENOS AIRES E SANTIAGO DO CHILE

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e seu colega chileno, Sebastián Piñera, advertiram nesta segunda-feira que a crise econômica mundial pode ter efeitos sobre os dois países. A

As declarações da mandatária argentina foram feitas durante a inauguração de um porto, enquanto os comentários do chileno ocorreram durante um encontro sobre agricultura na capital, Santiago do Chile.

Cristina pediu para o país se fortalecer e ter inteligência para sustentar o atual modelo econômico e para que "todos os setores, produtivos, científicos, docentes, profissionais, façam um grande esforço para poder seguir articulando e aprofundando um modelo econômico e político ao qual alguns previam como um 'veranito' [período curto de bem estar] e, no entanto, está aqui firme depois de oito anos, diante de um mundo que se derruba".

Ela também enfatizou que o modelo econômico vigente desde 2003 "conseguiu reverter a uma Argentina que se incendiava pelos [anos] 90 e implodiu em 2001".

As declarações da mandatária foram dadas durante a inauguração de novas áreas de um porto localizado em Santa Cruz, a três semanas das eleições presidenciais marcadas para 23 de outubro.

A governante ainda observou que, apesar do atual contexto internacional, no país se inauguram "refinarias, geradores de gás, sem fazer distinção sobre os estados, mas levando em conta que o país é um só e tem que se desenvolver de norte a sul e da cordilheira ao mar".

CHILE

Por sua vez, Piñera advertiu que a situação da perda de dinamismo da economia dos países emergentes já está afetando seu país.

Apesar disso, segundo ele, "temos uma economia saudável e firme".

"Temos nossos equilíbrios macroeconômicos sólidos, temos reservas internacionais e por tanto estamos bem preparados, mas não estamos blindados nem estamos imunes", acrescentou.

O chileno também destacou que os países emergentes não estão crescendo nos níveis esperados e que "no próximo ano nossa economia vai continuar crescendo com força mas sem dúvida não no ritmo em que conseguimos crescer neste 2011, motivo pelo qual o chamado é para a tranquilidade mas também para a unidade".

 

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