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Fica para novembro decisão sobre ampliação de pacote de ajuda à Grécia
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os ministros de Finanças da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) adiaram nesta segunda-feira o anúncio da decisão sobre a ampliação do fundo de resgate à Grécia. Marcada para 13 de outubro, a resposta ao pedido grego deve ser divulgada numa data posterior ainda não definida.
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A "troika" (BCE, UE e FMI) disse que precisa de mais tempo para formular sua decisão, embora a possibilidade de um default (calote) da dívida grega tenha sido categoricamente rejeitada durante a reunião sobre a possível ampliação do aporte de recursos ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Os gestores tentam suprir os obstáculos que atrasam a aplicação do segundo plano de ajuda ao país, decidido em julho, de € 109 bilhões em créditos internacionais, que se somará pela primeira vez à contribuição dos bancos credores.
| Nicolas Bouvy/Efe | ||
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| Ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos (esq.), fala com colega alemão, Wolfgang Schaeuble (sentado) |
Este plano, no entanto, tropeça na exigência da Finlândia de obter garantias em troca de novos empréstimos e as reticências da Eslováquia para reforçar o FEEF.
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou que os sócios europeus haviam pedido ao governo grego para fazer economias suplementares em 2012 e 2013 para assegurar o aval da União Europeia (UE) e do FMI ao pedido de ampliação.
NOVEMBRO
"O mais provável é que o informe da troika não esteja pronto até o dia 13 de outubro, que era a data prevista para a próxima reunião do Eurogrupo. Esta reunião foi cancelada", acrescentou Juncker.
| Nicolas Bouvy/Efe |
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| Grécia precisa adotar mais medidas de austeridade, disse hoje o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker |
Já a vice-presidente da pasta de Economia da Espanha, Elena Salgado, disse ter recebido confirmação das autoridades gregas de que o país tem condições de aguardar até novembro para receber a sexta parcela dos recursos.
"Nos disseram que necessitam [dos recursos adicionais] a partir da segunda metade de novembro, o que nos dá um pouco mais de tempo", disse.
Inicialmente a Grécia havia dito que só teria fundos suficientes para pagar aposentadorias e salários até outubro.
ALAVANCAGEM
Entre os temas da reunião do Eurogrupo em Bruxelas esteve também o recurso de alavancagem. Pedido com insistência pelos Estados Unidos, esse mecanismo financeiro permite comprar ativos recorrendo ao endividamento contando com um capital inicial como garantia.
A imprensa tem especulado sobre várias possibilidades, como o FEEF transformar-se em banco e abastecer-se do BCE sem limites.
Os ministros das Finanças tentaram, nesta segunda-feira, por em prática o segundo plano de ajuda à Grécia e ao fundo de estabilidade, em um dia marcado por uma nova queda dos mercados financeiros.
A capacidade do fundo, que já tem ajudado Irlanda e Portugal, deve ser aumentada para socorrer a Grécia, atenuando sua dívida e apoiando seu setor privado.
Até agora, apenas três países da zona do euro ainda não aprovaram a ampliação, entre eles a Eslováquia.
Uma reunião da coalizão no poder em Bratislava será celebrada na terça-feira para tratar de fixar uma data para a votação.
NEGOCIAÇÕES
O encontro dos credores do Eurogrupo ocorre às vésperas da reunião da União Europeia de terça-feira.
Mais cedo, o ministro britânico de Finanças, George Osborne, pediu à zona do euro que adote decisões rápidas sobre Grécia.
| Nicolas Bouvy/Efe | ||
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| Ministro das Finanças francês, François Baroin, conversa com colega da Espanha, Elena Salgado, nesta segunda |
"A hora de resolver a crise é agora. É preciso sair e consertar o telhado, pois já está chovendo muito", disse Osborne, cujo país não pertence à zona do euro.
Já o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, advertiu que a "Grécia é um país com dificuldades e não o bode expiatório da Eurozona".
CRISE GREGA
A Grécia voltou a suscitar os piores temores nas Bolsas mundiais ao anunciar no domingo que só poderá reduzir o deficit público este ano até 8,5% do PIB, sendo que o objetivo inicial era de 7,4%.
As principais Bolsas europeias registraram fortes perdas nesta segunda-feira. Frankfurt recuou 2,28%, seguida de Madri com 2,26%, Paris com 1,85%, Milão, 1,31% e Londres 1,03%, na esteira das bolsas asiáticas.
O euro por sua vez caiu abaixo de 1,33 dólar, seu nível mais baixo desde janeiro e o petróleo também perdia terreno.
Atenas, no entanto, tenta fazer tudo o que pode para cumprir as exigências dos credores, apesar do crescente descontentamento social.
O projeto orçamentário para 2012, entregue nesta segunda-feira ao Parlamento, contempla uma nova contração do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 2,5%.
Com todos esses esforços, Atenas espera a entrega em outubro de € 8 bilhões, correspondentes à sexta parte do primeiro plano de ajuda concedido no ano passado, para evitar a bancarrota.
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