Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
03/10/2011 - 20h11

Fica para novembro decisão sobre ampliação de pacote de ajuda à Grécia

Publicidade

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Os ministros de Finanças da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) adiaram nesta segunda-feira o anúncio da decisão sobre a ampliação do fundo de resgate à Grécia. Marcada para 13 de outubro, a resposta ao pedido grego deve ser divulgada numa data posterior ainda não definida.

Gastos drásticos aprofundam a crise, diz Dilma
Agência Fitch reduz previsão de crescimento global até 2013
Ministro britânico pede que zona do euro fortaleça bancos
Ministros discutem novos passos para solução da crise grega

A "troika" (BCE, UE e FMI) disse que precisa de mais tempo para formular sua decisão, embora a possibilidade de um default (calote) da dívida grega tenha sido categoricamente rejeitada durante a reunião sobre a possível ampliação do aporte de recursos ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Os gestores tentam suprir os obstáculos que atrasam a aplicação do segundo plano de ajuda ao país, decidido em julho, de € 109 bilhões em créditos internacionais, que se somará pela primeira vez à contribuição dos bancos credores.

Nicolas Bouvy/Efe
Ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos (esq.), fala com colega alemão, Wolfgang Schaeuble (sentado)
Ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos (esq.), fala com colega alemão, Wolfgang Schaeuble (sentado)

Este plano, no entanto, tropeça na exigência da Finlândia de obter garantias em troca de novos empréstimos e as reticências da Eslováquia para reforçar o FEEF.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou que os sócios europeus haviam pedido ao governo grego para fazer economias suplementares em 2012 e 2013 para assegurar o aval da União Europeia (UE) e do FMI ao pedido de ampliação.

NOVEMBRO

"O mais provável é que o informe da troika não esteja pronto até o dia 13 de outubro, que era a data prevista para a próxima reunião do Eurogrupo. Esta reunião foi cancelada", acrescentou Juncker.

Nicolas Bouvy/Efe
Europeus querem que a Grécia adote mais medidas de austeridade, disse o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker
Grécia precisa adotar mais medidas de austeridade, disse hoje o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker

Já a vice-presidente da pasta de Economia da Espanha, Elena Salgado, disse ter recebido confirmação das autoridades gregas de que o país tem condições de aguardar até novembro para receber a sexta parcela dos recursos.

"Nos disseram que necessitam [dos recursos adicionais] a partir da segunda metade de novembro, o que nos dá um pouco mais de tempo", disse.

Inicialmente a Grécia havia dito que só teria fundos suficientes para pagar aposentadorias e salários até outubro.

ALAVANCAGEM

Entre os temas da reunião do Eurogrupo em Bruxelas esteve também o recurso de alavancagem. Pedido com insistência pelos Estados Unidos, esse mecanismo financeiro permite comprar ativos recorrendo ao endividamento contando com um capital inicial como garantia.

A imprensa tem especulado sobre várias possibilidades, como o FEEF transformar-se em banco e abastecer-se do BCE sem limites.

Os ministros das Finanças tentaram, nesta segunda-feira, por em prática o segundo plano de ajuda à Grécia e ao fundo de estabilidade, em um dia marcado por uma nova queda dos mercados financeiros.

A capacidade do fundo, que já tem ajudado Irlanda e Portugal, deve ser aumentada para socorrer a Grécia, atenuando sua dívida e apoiando seu setor privado.

Até agora, apenas três países da zona do euro ainda não aprovaram a ampliação, entre eles a Eslováquia.

Uma reunião da coalizão no poder em Bratislava será celebrada na terça-feira para tratar de fixar uma data para a votação.

NEGOCIAÇÕES

O encontro dos credores do Eurogrupo ocorre às vésperas da reunião da União Europeia de terça-feira.

Mais cedo, o ministro britânico de Finanças, George Osborne, pediu à zona do euro que adote decisões rápidas sobre Grécia.

Nicolas Bouvy/Efe
Ministro das Finanças francês, François Baroin, conversa com sua colega da Espanha, Elena Salgado
Ministro das Finanças francês, François Baroin, conversa com colega da Espanha, Elena Salgado, nesta segunda

"A hora de resolver a crise é agora. É preciso sair e consertar o telhado, pois já está chovendo muito", disse Osborne, cujo país não pertence à zona do euro.

Já o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, advertiu que a "Grécia é um país com dificuldades e não o bode expiatório da Eurozona".

CRISE GREGA

A Grécia voltou a suscitar os piores temores nas Bolsas mundiais ao anunciar no domingo que só poderá reduzir o deficit público este ano até 8,5% do PIB, sendo que o objetivo inicial era de 7,4%.

As principais Bolsas europeias registraram fortes perdas nesta segunda-feira. Frankfurt recuou 2,28%, seguida de Madri com 2,26%, Paris com 1,85%, Milão, 1,31% e Londres 1,03%, na esteira das bolsas asiáticas.

O euro por sua vez caiu abaixo de 1,33 dólar, seu nível mais baixo desde janeiro e o petróleo também perdia terreno.

Atenas, no entanto, tenta fazer tudo o que pode para cumprir as exigências dos credores, apesar do crescente descontentamento social.

O projeto orçamentário para 2012, entregue nesta segunda-feira ao Parlamento, contempla uma nova contração do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 2,5%.

Com todos esses esforços, Atenas espera a entrega em outubro de € 8 bilhões, correspondentes à sexta parte do primeiro plano de ajuda concedido no ano passado, para evitar a bancarrota.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade