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Temor sobre a Grécia derruba bolsas mundiais
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DA FRANCE PRESSE, EM NOVA YORK
O pessimismo voltou a predominar nas bolsas mundiais nesta segunda-feira, com fortes quedas na Europa, Estados Unidos e América Latina, afetadas pelo anúncio da Grécia de que não poderá reduzir seu deficit público ao nível esperado por seus credores.
Nem mesmo bons indicadores vindos dos EUA detiveram as quedas desta sessão.
O Dow Jones perdeu 2,36%, encerrando a 10.655,30 pontos, e o termômetro da tecnologia, Nasdaq, recuou 3,29%, a 2.335,83 pontos. Já o índice ampliado Standard & Poor's 500 perdeu 2,85%, a 1.099,23.
O Dow Jones, que perdeu cerca de 12% no terceiro trimestre, não registrava um nível tão baixo há um ano.
"Foi o primeiro dia do trimestre, mas nada mudou, e o mercado continua sofrendo uma pressão considerável", disse Lindsey Piegza, da FTN Financial.
Antes de passar para o vermelho, Wall Street teve uma manhã volátil, sustentada pela publicação de alguns indicadores melhores que o previsto nos Estados Unidos, em particular sobre o aumento da atividade manufatureira.
"Tenho a impressão de que o mercado tem medo de que tenhamos uma queda no crescimento e que logo voltemos a uma recessão, a um período de debilidade", disse uma fonte de mercado em um grande banco europeu.
ANÚNCIO GREGO
O governo grego anunciou no domingo à noite que não poderá honrar seus objetivos de redução do déficit público para este ano. Com isso, os investidores temem que os credores de Atenas se neguem a fornecer-lhes nova ajuda.
Nos EUA, rumores de uma eventual quebra da American Airlines fizeram acelerar as perdas. As ações da AMR, grupo ao qual pertence a empresa, cederam 35,14%, cotada a US$ 1,92 por ação no fechamento.
As principais bolsas europeias também registraram perdas nesta segunda-feira. O índice Footsie-100 dos principais valores da Bolsa de Londres, recuou 1,03%, fechando a 5.075,50 pontos.
O CAC 40 da Bolsa de Paris perdeu 1,85%, a 2.926,83 pontos. O principal índice da Bolsa de Frankfurt, o DAX, perdeu 2,28% a 5.376,78 pontos. O Ibex 35 da Bolsa de Madri recuou 2,26%, encerrando o pregão aos 8.353,80 pontos. Por último, o FTSE Mib da Bolsa de Milão cedeu 1,31%, a 14.642 pontos
Na América Latina, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu 1,29%, México recuou 1,10% e Santiago caiu 3,21%. A Bolsa da Argentina recuou 6,68%.
"O pessimismo dos mercados continuará nos próximos dias e por isso o cenário é de bastante volatilidade ainda por vir", disse à AFP o economista Silvio Campos Neto, da consultora Tendências.
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