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Europeus pedem novas medidas de austeridade ao governo grego
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DA FRANCE PRESSE, EM LUXEMBURGO
Os países que integram a zona do euro pediram na noite desta segunda-feira novas medidas de austeridade à Grécia, incluindo mais privatizações, com o objetivo de cobrir o rombo em seu orçamento para os anos de 2013 e 2014.
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A Eurozona também anunciou o adiamento da decisão sobre o pagamento de um empréstimo crucial à Grécia.
"Pedimos à Grécia para aceitar medidas suplementares de economia para 2013 e 2014, que vão além das que acabam de ser anunciadas para este ano e o seguinte", declarou em Luxemburgo o chefe dos ministros da Economia da moeda comum, Jean-Claude Juncker, ao fim de uma reunião do fórum do Eurogrupo em Luxemburgo.
A Eurozona pediu ainda mais privatizações do que as que estavam previstas para esses dois anos.
Juncker acrescentou que uma reunião do Eurogrupo programada para 13 de outubro a fim de desbloquear a sexta parcela do empréstimo internacional de 8 bilhões de euros de que a Grécia necessita para evitar a bancarrota foi cancelada, porque não se dispõe de todos os elementos de avaliação necessários.
"O Eurogrupo tomará uma decisão final durante o mês de outubro", com base nas conclusões de uma missão do trio de credores da Grécia (UE, FMI e BCE), que se encontra em Atenas para verificar os progressos alcançados pelo governo grego.
Juncker destacou sua confiança em que a Grécia poderá "assumir suas obrigações financeiras a tempo", numa entrevista coletiva ao final da reunião do fórum.
A Grécia indicou que não precisará de um financiamento para evitar a bancarrota antes da segunda semana de novembro, assinalou o ministro belga das Finanças, Didier Reynders. "Não há necessidade de uma decisão agora, o que faz com que possamos esperar o relatório do trio" para desbloquear a sexta parcela do empréstimo.
Juncker descartou os rumores de uma suspensão de pagamentos da Grécia, e de sua saída da união monetária. Ele anunciou ainda um acordo unânime para designar o secretário de Estado alemão das Finanças, Jörg Asmussen, como novo economista-chefe do Banco Central Europeu, depois que o também alemão Jürgen Stark renunciou, em protesto contra a política da instituição.
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