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Rússia não apoiará resolução contra Síria, diz vice-ministro
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A Rússia não apoiará a proposta de uma resolução dos países ocidentais sobre a Síria que deverá ser votada nesta terça-feira, informou o vice-ministro russo de Assuntos Exteriores, Guenadi Gatílov. "Não podemos apoiar este texto. É inaceitável porque contempla a possibilidade de sanções contra a Síria", disse Gatílov.
O vice-ministro informou que o projeto não defende "a não interferência nos assuntos internos e, em consequência, a não intervenção militar, tampouco pede o início do diálogo político entre as autoridades e a oposição".
O Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma votação sobre o esboço de resolução nesta terça às 18h (horário de Brasília), disseram diplomatas na segunda-feira sob condição de anonimato.
A resolução, que foi elaborada pela França em cooperação com Reino Unido, Alemanha e Portugal, é uma versão diluída de esboços anteriores que ameaçaram a Síria com sanções se o país não cumprir as exigências internacionais para que suspenda a repressão contra manifestantes pró-democracia.
A última versão pede possíveis "medidas" contra Damasco se continuarem as operações militares contra civis. Versões anteriores ameaçavam explicitamente Damasco com "sanções".
CONFRONTOS
Ao menos sete pessoas morreram nesta terça-feira em confrontos na Síria, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
"Três soldados e um civil faleceram em confrontos entre militares e provavelmente desertores na localidade de Jabal al Zawiya, na província de Idleb, perto da fronteira com a Turquia", afirma um comunicado da ONG com sede no Reino Unido.
"Três civis foram assassinados a tiros perto de um posto de controle nas proximidades de Talbisseh, na região de Homs, 160 km ao norte de Damasco", completa o comunicado.
O militante comunista Mustafah Ahmad Ali, de 52 anos, foi assassinado na segunda-feira no bairro de Jab al-Jandali de Homs, informou o OSDH, sem revelar detalhes.
Segundo a ONU, cerca de 2.700 pessoas morreram na Síria desde março, quando começou a repressão ao movimento popular que tenta derrubar o regime do ditador Bashar Assad.
AL RASTAN
Pelo menos 130 pessoas morreram e mais de 2.000 ficaram feridos durante os cinco dias que durou a repressão das forças leais ao regime sírio em Al Rastan, segundo informou Omar Edelbe, ativista do opositor Conselho Nacional Sírio.
A ofensiva no local durou de 27 de setembro a 2 de outubro. Segundo Edelbe, os detidos têm idade de 16 a 40 anos. Ele acrescentou que Al Rastan, cujo controle foi recuperado pelas forças do regime no sábado (1º), ficou totalmente destruída. "A situação humanitária piorou muito na cidade", disse.
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