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Nos EUA, menina é proibida de usar rosário em escola por ser símbolo de gangue
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DA EFE, EM WASHINGTON
Uma escola pública de Fremont (Nebraska, Estados Unidos) proibiu uma menina de 12 anos de levar um rosário para a sala de aula, provocando uma polêmica sobre a liberdade de culto.
Segundo a escola, a proibição só se aplica a alguns grupos que utilizam o rosário como símbolo de uma gangue. No entanto, a principal organização em defesa dos direitos civis no país, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) interveio no caso, informou nesta terça-feira a rede de televisão local KETV Omaha.
De acordo com a ACLU, a medida viola os direitos da menina, Elizabeth Carey, em expressar suas crenças religiosas, estabelecidos na primeira emenda da Constituição americana.
Elizabeth recebeu uma notificação do distrito escolar de Fremont, no qual era advertida de que o uso do rosário como um colar "violava o código de vestimenta em sua escola", ao poder ser interpretado como um símbolo de pertinência a uma gangue.
"Minha decisão é defender Jesus, e farei o que puder para deter isto", disse a garota.
"Somos conscientes das sérias preocupações sobre as gangues nos colégios, mas as escolas públicas de Fremont devem demonstrar que existe uma conexão concreta com estes grupos antes de limitar a liberdade de expressão dos estudantes e seus direitos religiosos", disse Amy Miller, diretora da ACLU em Nebraska.
A Igreja Católica também reagiu perante a proibição e o chefe da Arquidiocese Católica de Omaha, o reverendo Joseph Taphorn, opinou que os cristãos não deveriam ter de renunciar a um símbolo porque as gangues fazem um mal uso do mesmo.
No entanto, o superintendente das escolas públicas de Fremont, Steve Sexton, alegou que a medida foi manipulada para se tornar uma questão religiosa. "Há aqueles que querem fazer do tema algo religioso, quando o objetivo é criar um ambiente seguro para nossos estudantes", declarou.
"Se a ACLU tem outro ponto de vista, escutaremos com prazer, mas o fato é que já há um ano foram alertados que o uso do rosário como joia implicava afiliação a uma gangue", acrescentou Sexton.
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