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Ministro da Justiça da Itália comenta absolvição de Amanda Knox
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DA ANSA, EM BRUXELAS
O ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano, afirmou nesta terça-feira que, em seu país, "ninguém paga pelos erros judiciários", ao falar da sentença de absolvição da americana Amanda Knox emitida ontem pela Justiça italiana, após ela ficar quatro anos presa.
Ele disse que uma questão que lhe vem à cabeça, "e que é justa, é que se a detenção de Amanda foi injusta, quem a ressarcirá? Quem pagará mais por uma detenção injusta sua e de Raffaele Sollecito?".
| Reuters | ||
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| Amanda Knox sorri no aeroporto em Fiumicino, na Itália, pouco antes de embarcar de volta aos EUA |
"Eu me atenho ao êxito do julgamento da Corte, que declarou inocente os dois, afirmando implicitamente que a detenção não deveria ter existido. Na Itália, a questão é que para os erros judiciários, ninguém paga", sustentou o ministro.
Knox, de 24 anos, foi declarada inocente ontem por um tribunal de apelação da Itália do crime de assassinato de sua amiga Meredith Kercher. Em 2009, ela e Sollecito, seu ex-namorado, haviam sido condenados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente.
Nesta terça-feira, a jovem decolou do aeroporto Leonardo Da Vinci, em Roma, e viajou para Seattle, com uma escala em Londres, ao lado de seus familiares.
Antes de embarcar, Knox abraçou o funcionário da embaixada norte-americana na Itália que a acompanhou nos trâmites burocráticos e agradeceu ao dirigente regional da política de fronteira, Antonio Del Greco, por tê-la protegido da imprensa.
O prefeito de Perugia, Wladimiro Boccali, cidade onde a jovem ficou presa até então, disse que os moradores locais receberam a notícia da absolvição com "compostura".
Ele não comentou, porém, a manifestação de um grupo de cidadãos do lado de fora do tribunal que ontem gritaram "Vergonha, vergonha" aos advogados da defesa.
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