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Líbano diz que bombardeio de Israel matou soldados capturados
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DA REUTERS
Bombardeios israelenses mataram dois soldados cuja captura pelo Hezbollah em 2006 provocou uma guerra de 34 dias e cujos corpos foram devolvidos a Israel dois anos depois, disse um ministro libanês nesta quarta-feira.
O Hezbollah entregou os corpos de Ehud Goldwasser e Eldad Regev em uma troca de prisioneiros, mas nunca disse como eles morreram. Autoridades israelenses afirmaram que eles ficaram seriamente feridos ao serem capturados pelo grupo militante xiita em uma incursão cruzando fronteiras.
Mas o ministro da Saúde do Líbano, Ali Hassan Khalil, publicando suas memórias da guerra de 2006 entre o Hezbollah e Israel no jornal libanês "al-Safir", citou um oficial do Hezbollah afirmando que os dois israelenses foram mortos por um bombardeio de Israel.
"Há outra questão que só alguns irmãos sabem a respeito, e que ninguém além de nós saberá a respeito mais tarde", teria dito Hussei al-Khalil no dia 3 de agosto de 2006, quando o conflito ainda estava em andamento. "Um bombardeio de Israel nos últimos dias levou à morte dos dois prisioneiros israelenses."
"É irônico: Israel mata os prisioneiros em nome de quem declarou a guerra. De nossa parte, vamos continuar a batalha de negociações como se nada tivesse acontecido", afirmou al-Khalil, segundo relato do ministro libanês.
Entre os capturados que foram liberados estava Samir Qantar, que havia sido o prisioneiro a servir por mais tempo no Iraque e que os israelenses acusam por sua participação em um ataque guerrilheiro palestino em 1979.
A liberação dos prisioneiros libaneses, que o Hezbollah alegou serem os últimos mantidos em Israel, encerrou uma questão que havia motivado atentados repetidos por guerrilheiros xiitas no último quarto de século para capturar israelenses e usar como moeda de troca.
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