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Papa pede que não cesse ajuda ao Chifre da África
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DA EFE, NO VATICANO
O papa Bento 16 pediu nesta quarta-feira à comunidade internacional que envie "ajudas concretas" para os milhões de pessoas que passam fome no Chifre da África.
"Não param de chegar notícias dramáticas sobre a escassez que afeta a região do Chifre da África. Renovo meu triste apelo à comunidade internacional para que continue ajudando esses povos e peço a todos que ofereçam suas orações e ajudas concretas a tantos irmãos e irmãs tão duramente afetados", disse o pontífice.
Para as 40 mil pessoas que assistiram na praça São Pedro o discurso público das quartas-feiras, o papa ressaltou a situação das crianças, "que a cada dia morrem nessa região devido às doenças e à falta de água e de comida".
Como informou nesta quarta-feira à Rádio Vaticano, cerca de 12 milhões de pessoas passam fome e centenas de milhares de refugiados estão sem água e comida no Chifre da África, região que engloba países como a Etiópia, Somália, Djibuti e Quênia.
| Alberto Pizzoli/France Presse | ||
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| Papa Bento 16 discursa na praça São Pedro, no Vaticano, onde pediu que países continuem com ajuda à África |
AJUDA HUMANITÁRIA
Há um mês, o Brasil enviou ao Chifre da África um navio com 4,5 mil toneladas de alimentos, em uma primeira remessa de doações. Em setembro, o Itamaraty anunciou que mais 15 mil toneladas serão enviadas à Etiópia e 10 mil ao Quênia, entre outras doações. A soma final é de quase 72,5 mil toneladas de alimentos brasileiros doados, em valor aproximado de US$ 32,5 milhões.
Recentemente, a Turquia prometeu uma ajuda para a Somália, devastada pela guerra civil que dura mais de 20 anos e que foi atingida por uma forte seca que causou a morte de milhares de pessoas.
Desde o fim do regime de Siad Barré, em 1991, grupos radicais e clãs disputam o poder. Entre eles, está o Al Shabab, ligado à rede Al Qaeda e considerado um grupo terrorista pelos EUA.
Um governo central interino (GFT) foi estabelecido em 2004, com o apoio da ONU, mas não é reconhecido pelas forças locais, nem pela população somali.
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