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05/10/2011 - 11h47

Responsáveis por ataque na Somália prometem novos atentados

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O grupo islamita Al Shebab ameaçou nesta quarta-feira realizar mais ataques contra o TFG (Governo Federal de Transição da Somália, sigla em inglês) e contra seus aliados, um dia depois de assumirem a autoria de um atentado suicida que deixou ao menos 70 mortos.

Os membros do grupo, supostamente ligado à rede terrorista Al Qaeda, afirmaram que os ataques crescerão "dia após dia" no país.

Dezenas de pessoas morreram ontem em um atentado contra um complexo ministerial em Mogadício, capital somali. Foi o atentado que mais causou mortes nos últimos anos na cidade, e o primeiro reivindicado pelo Al Shebab desde sua retirada da região há dois meses.

"A partir de agora, realizaremos mais ataques contra o governo e seus aliados", disse o porta-voz da organização, Sheikh Ali Mohamud, em comunicado. "Eu me assegurarei de que isso é só o começo. Continuaremos com ações desse tipo durante muito tempo".

Segundo Mohamud, o ataque suicida de terça-feira foi apenas um recado para "o governo, agências de espionagem na capital, organizações de ajuda e seus aliados".

ATAQUE

"O ataque foi praticado por um terrorista em um caminhão cheio de explosivos", confirmou outra testemunha, Ahmed Mohamed, funcionário do Ministério da Saúde.

O atentado visava a atingir um prédio que abriga quatro ministérios da Somália, em um local conhecido por "K4" ("Km 4"), um dos principais cruzamentos da cidade que leva ao aeroporto ou para as instalações da Amisom.

O complexo ministerial foi parcialmente destruído e vários carros estacionados nas proximidades pegaram fogo.

Os shebab reivindicaram rapidamente o atentado. "Um de nossos mujahedines [combatentes] se sacrificou para matar os líderes do governo federal de transição, soldados da União Africana e informantes que estavam no recinto", declarou à France Presse, por telefone, um líder shebab que não se identificou.

Os atentados anteriores que mais provocaram mortes em Mogadício deixaram 21 mortos na sede da Amisom em setembro de 2009, e 33 mortos em agosto de 2010. O mesmo grupo também reivindicou o atentado duplo que deixou 76 mortos em julho de 2010 na capital da Uganda, Campala, a primeira ação fora da Somália.

RESPOSTA

O presidente somali, Sharif Sheikh Ahmed, anunciou na noite de ontem três dias de luto nacional em homenagem às vítimas dos ataques, a maioria estudantes que estavam no local para conferir resultados de pedidos de bolsas de estudos.

"Prometo que esse tipo de ataque não impedirá que segamos lutando contra o terrorismo", afirmou. "O que ocorreu foi terrível. Mostra quão cruéis e estúpidos são Al Qaeda e seus aliados Al Shebab".

As autoridades de segurança anunciaram a detenção de uma pessoa com explosivos grudados em seu corpo quando tentava entrar em um edifício governamental, no norte de Mogadício. Elas disseram acreditar que os membros do grupo já estão tentando realizar novas ofensivas.

 

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