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Na Bolívia, oposição denuncia contrato de estrada entre governo e OAS
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DA FRANCE PRESSE, EM LA PAZ
A oposição boliviana denunciou que há "ilegalidades" no contrato firmado entre o governo boliviano e a empresa brasileira OAS para a construção da estrada que atravessa um parque ecológico na região amazônica.
O líder do Movimento Sem Medo (MS, centro esquerda), Juan del Granado, ex-aliado do presidente Evo Morales, revelou que há "claramente ilegalidades na concorrência, contratação e financiamento da estrada".
Segundo Del Granado, o governo firmou em 2008 o contrato para a construção da estrada de 302 km entre a localidade amazônica de San Ignacio de Moxos e o povoado "cocalero" de Villa Tunari, no centro da Bolívia, passando pelo Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Sécure (TIPNIS).
Del Granado, ex-prefeito de La Paz, destaca que a OAS "não ofereceu financiamento próprio" e "passou a obrigação de financiamento" ao Estado boliviano, o que "constitui uma flagrante violação e atropelo à Constituição Política do Estado e às leis bolivianas".
A Bolívia obteve o financiamento da estrada junto ao Brasil somente dois anos depois, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A obra é avaliada em US$ 415 milhões, com o BNDES financiando US$ 332 milhões.
Segundo Del Granado, a obra está superfaturada em ao menos US$ 200 milhões.
O vice-presidente boliviano, Alvaro García, reagiu à denúncia afirmando que "há uma campanha de falsidades e mentiras dirigidas a prejudicar o governo".
Alvaro García garantiu que não há nada de ilegal em o governo firmar primeiro o contrato com a OAS e depois buscar o financiamento com o Brasil.
O vice-presidente afirmou que o Executivo está aberto a qualquer tipo de observações ou investigações sobre o caso, desde que "não sejam baseadas em mentiras".
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