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Crise manchou reputação dos EUA, diz secretário do Tesouro
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DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
O secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, disse nesta quarta-feira que os Estados Unidos precisam reconhecer sua responsabilidade no desencadeamento da última crise econômica, que causou "grande dano" à reputação do país.
"Todo americano comprometido com a vida pública deve reconhecer que causamos um enorme dano a nossa reputação mundial ao permitir que o sistema financeiro chegasse ao ponto em que chegou e provocasse uma crise tão destrutiva para nós e para o mundo", disse Geithner durante coletiva em Washington.
| Stan Honda/France Presse | ||
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| "Wall Street joga e os 99% pagam", diz cartaz dos manifestantes que protestam contra crise nos Estados Unidos |
O secretário do Tesouro respondeu assim à pergunta sobre se os Estados Unidos haviam perdido sua capacidade para influenciar os europeus devido ao fato de serem a origem da atual crise.
Geithner participou em setembro da reunião com os ministros das Finanças da União Europeia (UE) na Polônia, durante a qual compartilhou conselhos.
Nesta quarta-feira, em Washington, Geithner reafirmou que os dirigentes europeus também precisam "reconhecer" que reagiram tarde para enfrentar a crise da dívida pública que afeta vários países da zona do euro.
"A Europa é muito importante para nós e não queremos vê-la enfraquecida por uma crise prolongada", disse o secretário do Tesouro, destacando que a UE tem os meios financeiros e a disposição para enfrentar a crise.
| Frederic J. Brown/France Presse | ||
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| No centro de Los Angeles, cartaz diz: "bancos, afastem-se da política e dos empréstimos estudantis" |
Ontem (4), em entrevista à CNN, Geithner criticou a recente decisão de vários grandes bancos de cobrar novas tarifas a seus clientes, justificando a medida pelo endurecimento da regulamentação adotado na lei de reforma de Wall Street promulgada em 2010.
"Os bancos acusam as reformas e o governo para justificar tudo, incluindo muitos problemas nos quais têm uma responsabilidade central, e a maior parte da população está irritada com isto. Eles querem mudanças".
"Não há nada de surpreendente ou de incrível na resistência dos bancos" às reformas, mas "vamos repelir" isto e "no final vamos prevalecer".
BERNANKE E PROTESTOS
Também na terça-feira, Ben Bernanke, o presidente do Banco Central americano (Federal Reserve) disse entender os protestos de jovens americanos que se manifestam em diferentes pontos do país, mas sobretudo em Wall Street, contra a atual situação econômica e o que acreditam ser as origens da crise.
"De uma maneira geral, as pessoas estão muito descontentes com o estado da economia e com o que ocorre", disse Bernanke sobre o protesto iniciado em meados de setembro nos arredores de Wall Street, em Nova York.
| Jim Watson/France Presse | ||
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| Em audiência no Congresso, chefe do Fed disse que reconhece descontentamento com situação econômica |
"Eles reprovam, e não sem razão, o setor financeiro pela situação que nos encontramos e estão descontentes com a resposta" das autoridades, destacou Bernanke durante uma audiência na Comissão de Economia do Congresso em Washington.
"Até certo ponto, não posso reprová-los. É fato que o desemprego está em 9,1% e o crescimento econômico segue muito fraco. A situação não é muito boa e protestam contra isto".
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