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Estudantes chilenos rompem diálogo com o governo "intransigente"
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DA EFE
Os estudantes chilenos romperam nesta quarta-feira o diálogo que mantinham com o governo para destravar o conflito estudantil e acusaram o Executivo de Sebastián Piñera de "intransigente" e de não garantir a gratuidade da educação, um dos principais temas debatidos nesta reunião.
"O governo não está garantindo a educação como direito universal, só para uns poucos", enfatizou a emblemática líder dos jovens, Camila Vallejo, após o término de uma reunião de mais de três horas, a segunda que mantinham com o ministro da Educação, Felipe Bulnes.
Educação pública gratuita e de qualidade é a reivindicação central das mobilizações estudantis que desde maio movimentam o Chile, onde o Estado subvenciona parte da educação privada.
Vallejo, presidente da FECh (Federação de Estudantes do Chile), que concentra os alunos da Universidad de Chile, assegurou que "infelizmente no governo não há disposição real para construir um sistema nacional de educação pública, gratuita e de qualidade para todos".
No último sábado, o presidente chileno, Sebastián Piñera, afirmou que o país não pode oferecer um sistema educacional totalmente gratuito, além de não ser justo o financiamento dos estudos de pessoas que podem pagar por eles.
Vallejo assinalou que no sábado os jovens reunidos na Confech (Confederação de Estudantes do Chile), que reúne alunos de 30 universidades tradicionais, decidirão se continuarão as negociações com o Executivo.
No entanto, a dirigente assegurou que a Cones (Coordenadora Nacional de Estudantes do Ensino Médio) e a Aces (Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino médio) se retiraram da mesa de diálogo enfatizando seu descontentamento com a proposta do governo.
Os estudantes universitários e do ensino médio já promoveram desde maio cerca de 40 interrupções e manifestações públicas, muitas das quais derivaram em distúrbios.
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