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06/10/2011 - 07h35

Diretor egípcio El-Batout anuncia filme inspirado na Primavera Árabe

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CARLOS MESSIAS
DE SÃO PAULO

As redes sociais não podem ser responsabilizadas pela onda de revoltas no Oriente Médio, mas tiveram papel primordial na mobilização e na organização dos manifestantes da Primavera Árabe.

Esta foi conclusão do debate "Jornalismo Cidadão", que aconteceu anteontem no auditório da Folha. No evento, o cineasta egípcio Ibrahim El-Batout, um dos participantes, anunciou que está fazendo um filme inspirado na Primavera Árabe.

O debate foi mediado pelo editor de Mundo, Fábio Zanini, e teve participação ainda da cocuradora da mostra Cinema do Oriente Médio, Marcia Camargos, e do cientista político Daniel Douek.

Além das manifestações que triunfaram no embate contra regimes ditatoriais, como ocorreu no Egito, na Tunísia e na Líbia, foram mencionados os protestos no Iêmen e na Síria.

Falou-se até sobre uma "Primavera Israelense". "O que houve no Egito é uma referência muito clara para as manifestações em Israel", disse Douek.

El-Batout relembrou os tempos de repressão, quando precisava encobrir mensagens políticas em seus filmes, como o drama "Hawi" (2010), uma coprodução entre Egito e Qatar.

"No dia 10 de fevereiro [em meio à revolução], resolvi que faria um novo filme ali, na própria praça Tahir. Minha função como cineasta não é retratar a revolução, mas ao menos fazer um filme da forma que ela permitiu."

 

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