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06/10/2011 - 08h51

Missão da Otan na Líbia será mantida enquanto houver resistência

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DA REUTERS

A França afirmou nesta quinta-feira que a missão aérea da Otan, a aliança militar do Ocidente, na Líbia vai continuar enquanto as forças leais a Muammar Gaddafi estiverem mostrando resistência, e até que o governo interino peça o fim da campanha.

O ministro da defesa francês, Gerard Longuet, que participa de um encontro de ministros da Defesa da Otan, foi questionado sobre quais condições seriam necessárias para o fim da missão aérea.

"Não deverá haver mais qualquer bolsão de resistência e o CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebeldes) deve pedir", afirmou. "Quanto a Gaddafi, desde que ele desapareça da cena, isso seria importante, mas não o suficiente. O CNT quer captura-lo e podemos entender isso".

Com as forças rebeldes no controle de boa parte do país, líderes da Otan têm avaliado quando será apropriado encerrar a operação militar, agora em seu oitavo mês. Ministros da Defesa devem debater a questão nesta quinta-feira.

Esam Al-Fetori/Reuters
Combatentes rebeldes líbios destroem entrada de Sirte, terra natal do ditador Muammar Gaddafi
Combatentes rebeldes líbios destroem entrada de Sirte, terra natal do ditador Muammar Gaddafi

Longuet disse que a captura da cidade-natal de Gaddafi, Sirte, seria importante simbolicamente, mas acrescentou que "não é toda a Líbia". "Ainda temos alguma resistência pró-Gaddafi em Bani Walid, por exemplo, e alguns movimentos espalhados no sul da Líbia."

Forças do rebeldes vêm combatendo rua a rua em Sirte e já disseram que a batalha pela cidade estava em suas horas finais. A tomada de Sirte eliminaria o maior bolsão de resistência pró-Gaddafi e permitiria a mudança de foco para a preparação de eleições democráticas.

Na quarta-feira, a Otan afirmou que avaliaria primeiro a capacidade dos novos líderes da Líbia de proteger a população civil. O secretário-geral da aliança militar, Anders Fogh Rasmussen, disse que encerrar as operações militares sancionadas pela ONU não depende de localizar Gaddafi, cujo paradeiro permanece desconhecido.

A operação da Otan por ar e mar foi lançada em março, depois que a ONU autorizou o uso de força limitada para proteger a população civil dos combates entre forças leais a Gaddafi e aos rebeldes que buscavam derrubá-lo do poder.

No final de setembro, a missão da Otan foi estendida por 90 dias, mas a organização afirma que quer encerrá-la assim que possível.

 

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