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Banco franco-belga Dexia estuda vender filial luxemburguesa
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O banco franco-belga Dexia estuda vender sua filial luxemburguesa a um grupo internacional de investidores entre os quais figuraria também o Estado como acionista minoritário, informaram nesta quinta-feira a entidade e o governo do Grão-Ducado.
As negociações "estão avançando", disse o governo luxemburguês em comunicado, embora o Dexia tenha esclarecido que seu conselho de administração se pronunciará "no final do período de monopólio".
"Após as discussões iniciadas pelo ministro das Finanças, Luc Frieden, relativas à BIL (Dexia Bancos Internacional em Luxemburgo), um investidor internacional se mostrou preparado para retomar os bancos luxemburgueses visando seu desenvolvimento como ator estratégico no centro financeiro de Luxemburgo", diz o comunicado.
"Visto o caráter sistêmico da BIL, o Estado luxemburguês entrará como acionista minoritário no capital do banco", acrescenta.
As ações do Dexia tiveram forte desvalorização nesta semana após a divulgação de que a instituição está à beira de um colapso, como consequência da crise grega. A França e a Bélgica fizeram reunião de emergência para discutir o caso e já estão praticamente decididas a socorrer o banco.
| Dirk Waem/Efe | ||
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| Vista da fachada do banco franco-belga Dexia, em Bruxelas; a instituição tem forte exposição à dívida grega |
O anúncio, na terça-feira, do desmoronamento do Dexia acelerou os planos de Bruxelas para socorrer os bancos, em particular alemães e franceses, muito expostos à dívida grega.
A Alemanha pediu na quarta-feira a recapitalização dos bancos europeus para evitar um grande contágio da crise da dívida, durante uma visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Bruxelas.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, confirmou nesta quinta-feira que propõe uma ação coordenada na Europa para recapitalizar os bancos e eliminar os ativos podres.
O Dexia chegou a ser aprovado em um teste de resistência realizado em julho com 91 bancos europeus, para verificar a capacidade das instituições em resistir a choques econômicos. Apenas um mês depois, no entanto, o banco anunciou perdas de quatro bilhões de euros durante o segundo trimestre desde ano.
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