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06/10/2011 - 14h52

Aumenta para cem o número de mortos em atentado na Somália

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DA EFE

O número de mortos pelo atentado suicida realizado pelos fundamentalistas islâmicos da Al Shebab em Mogadício na terça-feira, aumentou para cem, informaram o governo da Somália e a ONU nesta quinta-feira.

Eles explicaram que foram contabilizados cem corpos, mas, como a explosão arrancou membros de vítimas, uma maior precisão do número de mortos foi dificultada.

O governo da Somália afirmou que o número de feridos foi em torno de 150, sendo que 35 deles estão em estado grave e foram levados à Turquia para receber atendimento médico.

Um porta-voz da Al Shebab, Mohammed Osman Aruf, assegurou nesta quinta-feira que a milícia radical islâmica, supostamente ligada à rede terrorista Al Qaeda, fará novos atentados "em breve" com o objetivo de "desmoralizar as tropas do governo (Federal de Transição)".

O Executivo presidido por Sharif Sheikh Ahmed colocou em alerta todos os ministérios e ONGs que operam na Somália para aumentar as precauções frente a possíveis novos ataques.

Os habitantes da capital somali temem novos atentados e estão especialmente preocupados com os estudantes, já que eles foram o alvo do último atentado, executado com um caminhão-bomba.

O atentado de terça-feira acontece após a suposta retirada de Al Shebab de Mogadício, no início do mês de agosto, considerada "uma mudança tática" pelos radicais e uma vitória pelo governo.

A Al Shabab, que ainda domina boa parte do sul do país, anunciou então que optaria por uma guerra de guerrilhas, ao invés do enfrentamento direto que praticavam até o momento. O grupo combate as tropas do governo somali e da Amisom (Missão da União Africana na Somália) para instaurar na região um Estado muçulmano.

A Somália vive em permanente guerra civil e carece de um governo efetivo desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, que deixou o país nas mãos de senhores de guerra tribais, milícias islâmicas e grupos de delinquentes armados.

 

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