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Europeus querem aumentar investimentos na América Latina
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DA ANSA, EM ROMA
O vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, anunciou nesta quinta-feira na 5ª Conferência Itália-América Latina e Caribe que vai propor a seus colegas em Bruxelas uma "estratégia para a internacionalização das pequenas e médias empresas europeias" nos mercados latinos.
Tajani defendeu que é preciso "desenvolver uma estratégia de reforço da colaboração no setor das pequenas e médias empresas" entre a América Latina e a Europa, uma vez que, atualmente, apenas 13% dessas empresas atuam fora dos limites da União Europeia (UE), recordou.
Ele atestou que fará uma proposta concreta para a Comissão Europeia até o fim de outubro com a meta de dobrar a exportação das pequenas e médias empresas para países de fora do bloco regional "nos próximos cinco anos".
EUROPA DEVE BUSCAR OPORTUNIDADES
No evento multilateral, que ocorre em Roma na sede do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Massimo D'Alema --que já foi primeiro-ministro da Itália e hoje preside a Fundação de Estudos Progressistas Europeus (Feps)-- afirmou que a Europa, "pioneira da crise e incapaz de encontrar soluções", deve ter a "coragem" de se abrir às "economias emergentes".
"Hoje, ao contrário do passado, é a América Latina que deve se preocupar com uma Europa em dificuldades", observou o político italiano. A Itália, disse, em virtude das "ligações históricas" com a América Latina, deve pedir à Europa "mais coragem" para se abrir ao exterior.
Ele reiterou a necessidade de que uma recuperação da economia italiana passa por "uma parceria econômica e política forte" com esse "continente em forte crescimento" e terreno de novas oportunidades, em referência à região latina;
Para D'Alema, a Europa "deve ter uma nova agenda com uma estratégia para o crescimento, e não apenas de contenção da dívida".
Por sua vez, Vincenzo Scotti, subsecretário do Ministério italiano das Relações Exteriores, encerrou as atividades da conferência defendendo que a Europa construa "novas formas de agregação" com a América Latina.
Ele indicou ainda que, em meio à crise internacional e da crise das dívidas na Europa, os europeus devem agir junto aos países emergentes em "duas grandes diretrizes".
A primeira seria um pacote de medidas "que dão confiança aos mercados", e a segunda, ações "em longo prazo" no G20 (grupo dos vinte países mais desenvolvidos e emergentes) que implicariam em reformas do sistema financeiro, comercial e monetário, além de uma crescente atenção às energias limpas.
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