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06/10/2011 - 18h58

Juiz diz que Amanda Knox pode ser culpada, mas que não há provas

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DA REUTERS, EM ROMA

O juiz italiano que presidiu o julgamento de Amanda Knox por homicídio disse à mídia local que a estudante norte-americana pode ser culpada, mas teve de ser absolvida por causa de dúvidas sobre as provas que a ligam à morte de Meredith Kercher em 2007.

Knox, 24, viajou para a casa da família em Seattle, na costa oeste dos Estados Unidos, na terça-feira (4) e foi recebida como uma "heroína" depois que uma corte de apelações na cidade italiana de Perugia derrubou a condenação de 2009 pelo assassinato da colega de quarto britânica.

Dan Levine/Efe
Estudante americana Amanda Knox pode ser culpada mas não há provas, diz juiz
Estudante americana Amanda Knox pode ser culpada mas não há provas, diz juiz

"Eles estão livres por não terem cometido o crime", disse o juiz Claudio Pratillo Hellmann ao diário "La Stampa". "Mas essa é a verdade da corte, não a verdade real. E isso pode ser diferente."

Ele disse ao diário "Corriere della Sera": "Eles podem ter sido responsáveis, mas não há prova. Talvez eles saibam o que aconteceu aquela noite. Nós não."

Hellmann foi um dos oito juízes do painel que, na segunda-feira (3), absolveram Knox e seu ex-namorado italiano, Raffaele Sollecito, da acusação de homicídio.

A absolvição levantou mais questões do que respostas sobre quem cometeu o crime. Os promotores disseram que apelarão para reverter o veredicto.

CULPADO

O marfinense Rudy Guede, que foi considerado culpado e condenado a 16 anos em um julgamento diferente, é a única pessoa presa pelo assassinato, embora os promotores tenham dito que ele não poderia ter matado Kercher sozinho.

O corpo dela foi encontrado seminu com mais de 40 ferimentos e um corte profundo na garganta. Os promotores afirmam que a ausência de sinais de luta no corpo mostra que os agressores a alfinetaram e um deles a esfaqueou no pescoço.

"Certamente Rudy sabe o que aconteceu e não disse", afirmou Hellmann. "Talvez os outros dois réus também saibam, porque, eu repito, nossa decisão de absolver foi o resultado da verdade determinada pelo julgamento."

 

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