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Leitor da Folha é ultraqualificado, mostra pesquisa
DE SÃO PAULO
Cada vez mais ativo economicamente, com dias de trabalho mais longos e aproveitando mais seus momentos de lazer. Esse é um dos retratos expostos pelo maior raio-X já feito para conhecer "Sua Excelência, o leitor", como era chamado pelo publisher da Folha, Octavio Frias de Oliveira (1912-2007).
Foi dele a ideia de pesquisar seu público, no começo da década de 1980. De lá para cá, houve nove levantamentos, todos realizados pelo Datafolha, nenhum tão amplo como o deste ano.
Durante três meses, cerca de 400 pesquisadores foram às ruas entrevistar mais de 7.000 pessoas, em sete diferentes estudos estatísticos.
O resultado é um painel detalhado sobre como se informam os brasileiros e sobre quem é o público da Folha nas suas várias plataformas: impressa, on-line, em vídeo, rádio, tablets e smartphones.
Todos reunidos, os brasileiros que leem a edição papel formariam a terceira cidade mais populosa do país, atrás apenas de SP e do Rio: são 6 milhões os que declaram acompanhar a Folha com alguma regularidade.
Outros 9 milhões apontam a Folha.com numa lista de sites que acessam. Somados, os consumidores de informação da Folha têm o peso de uma região inteira do Brasil, como a Centro-Oeste, ou de um Estado como a Bahia.
CASO ANTIGO
O perfil do leitor da Folha impressa pesquisou tanto os que efetivamente pagam pelo jornal (assinantes ou compradores em banca, chamados de leitores primários) quanto os leitores secundários, que compartilham a edição comprada por outro.
Setenta e oito perguntas foram respondidas pelos entrevistados. Alguns dos principais resultados podem ser vistos nestas páginas. É um público que tem com o produto impresso relacionamento duradouro e satisfatório. Metade lê a Folha há ao menos dez anos; 83% a consideram imparcial, 86%, pluralista, e 88%, equilibrada. A maioria avalia que o veículo traz prestígio e é essencial para entrar no mercado.
O leitor da Folha nas versões papel e digital está no topo da pirâmide social. No caso do impresso, 41% fazem parte da classe A, contra 3% na população em geral. Três quartos fizeram faculdade e 24% também a pós-graduação; no país são 13% e 2%, respectivamente.
Dentre os leitores digitais, a fatia com graduação é o dobro da dos internautas. A renda e a posição social também são mais altas.
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