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11/02/2012 - 11h45

Discutir aborto exige educação pública, afirma leitor

LEITOR GILBERTO TADEU VICENTE
DE CAMPO GRANDE (MS)

Com a posse da nova secretária de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, 67, substituta da ministra Iriny Lopes, voltam as discussões acerca do problema do aborto.

Sobretudo porque a nova secretária já teria admitido que fez um aborto e afirmou também que o tema é questão de saúde pública.

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Não resta dúvida de que a questão do aborto tem sido tratada de forma insuficiente, no Brasil e no mundo.

O tema trata, sim, de saúde pública, mas, antes disso, é um problema de educação pública. O motivo é que todos os envolvidos em questões de aborto devem entender em que momento se dá a existência do ser, ou seja, da criança.

Se a ciência proporciona possibilidades de observarmos através de imagens ou sons os corações das crianças com pouco mais de 20 dias de fecundação, é evidente e indiscutível que a vida e o ser passam a existir com a fecundação.

É preciso educação para conhecer e raciocinar com clareza, ter consciência das verdades, distinguir melhor o que é certo ou errado.

Somente com boa educação poderemos saber que não se deve tirar das crianças o direito de nascer, uma vez que, no ventre, elas já existem.

Jennifer Szymaszek - 6.fev.2011/The New York Times
Mulher mexicana que teve problemas para realizar aborto na Cidade do México, embora a ação no país seja legal
Mulher mexicana que teve problemas para realizar aborto na Cidade do México, embora a ação no país seja legal

Ainda que a gravidez indesejada incomode o corpo que a carregue, se decorrente de estupro, somente com a educação os homens poderão entender que a mãe é uma depositária de um novo ser.

Por isso mesmo, deve proporcionar carinho e condições de uma formação e um nascimento tranquilo, mas jamais proporcionar a sua exclusão pelo assassinato inconsciente.

Temos que, ao invés de julgar pessoas que se sujeitaram ou não a um aborto, discutir quais as responsabilidades um governo deve ter sobre o assunto.

Com o auxílio dos entendidos de teologia e teodiceia, devemos tratar do assunto com a responsabilidade que todo o ser dotado de corpo e alma, ainda que em estágio embrionário, deve merecer.

Enfim, esse assunto não pode ser tratado como se os embriões fossem seres irracionais ou inanimados, mas, sim, como seres que têm corpo e alma.

 
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