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Lupi nega ter desafiado Dilma; ministro dará explicações à Câmara
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ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA
Atualizado às 12h30.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai à Câmara nesta quinta-feira (10) para prestar esclarecimentos sobre acusações de irregularidades na pasta.
Hoje cedo, governo e oposição fecharam um acordo para retirar da pauta requerimentos de convite e convocação de Lupi. O ministro se colocou à disposição para falar aos parlamentares.
Lupi diz que denúncias 'vazias e irresponsáveis' estão superadas
Lupi negou hoje que tenha desafiado a presidente Dilma Rousseff ao declarar que só deixa o governo "abatido por bala" e que quis rebater o que chamou de "onda de denuncismo".
Ontem, ele disse duvidar que a presidente o demita da pasta. "Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece muito bem", disse na ocasião. "Para me tirar só abatido a bala --e precisa ser bala forte porque eu sou pesadão", completou.
Lupi negou hoje que seja "a bola da vez". "Só se for a bola sete, que é a bola que dá a vitória", explicou ele na abertura do encontro sobre estratégia de inclusão produtiva urbana do programa Brasil sem Miséria.
O ministro afirmou ainda que o assunto está superado e que todos os esclarecimentos já foram prestados ao seu partido, o PDT, e à imprensa.
"A gente já deu as respostas que tinha que dar, apresentou os documentos, o procurador-geral da República já se pronunciou. Agora, estou aqui para trabalhar."
Lupi reafirmou que a equipe que trabalha com ele não cobra propina em nome do partido, mas lembrou que o ministério conta com cerca de 10 mil funcionários. "Não posso impedir que alguém do vigésimo escalão, na ponta, tenha feito alguma coisa errada. Se tiver feito, cadeia para o corrupto e para o corruptor", disse.
O ministro voltou a classificar a denúncia como "vazia e irresponsável" e pediu que sejam apresentadas provas relacionadas a supostos pagamentos de propina que envolvam o seu nome. "É um instrumento dos covardes, que se escondem atrás do anonimato. Gostaria de desafiá-los a apresentar."
Sobre o relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou a existência de contratos sem fiscalização no ministério, Lupi argumentou que 186 deles, na realidade, não foram disponibilizados no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira).
"O Brasil está dando certo. Muita gente não se conforma com isso e quer inventar muita coisa. Mas estamos com a consciência tranquila", disse.
Reportagem da revista "Veja" desta semana afirma que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT, partido de Lupi, que está afastado temporariamente da presidência da sigla por ser ministro.
Um dos assessores citados na reportagem, Anderson dos Santos, foi afastado do cargo no último sábado.
Com Agência Brasil
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