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09/12/2011 - 17h40

'Roberto Jefferson teatralizou o mensalão', diz FHC

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DANIEL RONCAGLIA
VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta sexta-feira (9), durante sabatina Folha/UOL, que o mensalão só se tornou um caso conhecido porque o presidente do PTB, Roberto Jefferson, "teatralizou" a denúncia do esquema.

O tucano afirmou que uma eventual saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o auge das denúncias seria prejudicial ao país.

Ele afirmou que, à época, o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi a sua casa. "Não me pediu nada, não houve acordo nenhum", afirmou.

Mas, segundo FHC, se a oposição tivesse proposto o impeachment de Lula naquela época teria se criado uma "fenda social" que levaria anos para se fechar, pelo fato de a eleição do petista ter significado a "subida de um líder sindical muito popular ao poder".

Ele citou o suicídio de Getulio Vargas como exemplo de situações políticas extremas envolvendo oposição e um líder político muito popular.

FHC destacou ainda que a corrupção se banalizou e hoje não causa mais comoção popular.

NAMORO

Fernando Henrique esquivou-se de comentar sobre o namoro com a funcionária do Instituto FHC, Patrícia Scarlat, 34.

"Estou velho e ao mesmo tempo estou bem", disse. "Não sou favorável a essa mania contemporânea de abrir o jogo", completou.

Ao ser pressionado sobre o namoro, o tucano respondeu: "O problema é meu".

FHC é viúvo da antropóloga Ruth Cardoso, morta em junho de 2008.

Daniel Marenco/Folhapress
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de sabatina da Folha e do UOL
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de sabatina da Folha e do UOL

SABATINA

O evento ocorreu no Teatro Folha (shopping Higienópolis, av. Higienópolis, 618).

Após a sabatina, FHC participaria de sessão de autógrafos de seu novo livro, "A Soma e o Resto - Um Olhar sobre a Vida aos 80 Anos" (editora Civilização Brasileira), na livraria Saraiva do mesmo shopping. No entanto, cancelou a agenda.

Durante uma hora e meia, FHC respondeu a perguntas de quatro entrevistadores, da plateia e dos internautas, que puderam acompanhar a transmissão ao vivo do evento.

Os entrevistadores foram Ricardo Balthazar, editor do caderno "Poder", Mônica Bergamo e Vinicius Torres Freire, colunistas da Folha, e Irineu Machado, gerente geral de notícias do UOL.

 

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