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14/12/2011 - 20h55

'Como diz Dilma, nós podemos', afirma Bachelet

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JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Em discurso na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres nesta quarta-feira, a ex-presidente do Chile e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, disse que retomava palavras da presidente Dilma Rousseff para afirmar a nova posição alcançada pelas mulheres.

"Tomando emprestadas as palavras da presidenta Dilma, tenho certeza de que este será o século das mulheres", disse Bachelet no fim do discurso.

Antes disso a ex-presidente relembrou a atuação política das duas no passado para dizer que "naquela época a presença de mulheres em altos cargos era um sonho. Hoje como diz a presidenta Dilma, nós podemos".

Muito simpática, Bachelet foi aplaudida várias vezes pelas delegadas da conferência. Uma das vezes em que arrancou palmas da plateia foi quando, ao citar a necessidade de mobilização contra a violência, disse que era necessário mudar o estereótipo da mulher no mundo. "Somos mais que um rostinho bonito e um belo corpo."

Bachelet citou a necessidade de ampliar a participação de mulheres nos acordos de paz no mundo, em postos de decisão e na discussão sobre meio ambiente.

Elogiou a política brasileira de reduzir a pobreza --uma "lição ao mundo"-- e de ampliar a participação de mulheres em postos-chave. "Em escala mundial, as mulheres só ocupam 6% dos ministérios do Meio Ambiente, isso ocorre no Brasil. Nos últimos anos, [as mulheres] têm estado à frente, por isso, parabéns."

Um elogio particular foi feito à lei brasileira contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha, "talvez o melhor exemplo de legislação no mundo", nas palavras da chilena.

Bachelet pediu ousadia às delegadas ao votarem as diretrizes da conferência para a elaboração de políticas públicas, algo previsto para ocorrer nesta quinta-feira. "Não duvidem, pensem em sua responsabilidade, nas mulheres que representam, nas enormes desigualdades que precisam ser superadas", disse.

Itens polêmicos permeiam essa pauta de discussão da conferência, como a descriminalização do aborto e as cotas para mulheres nos cargos altos de partidos.

LULA

O evento terminou com uma cantoria do plenário em homenagem ao ex-presidente Lula. A ministra Iriny Lopes (Mulheres) retomou o tema da violência contra a mulher, tratado por Bachelet em seu discurso, e disse que 150 mil homens haviam assinado um abaixo-assinado contra essa prática, sendo um deles o ex-presidente Lula.

"Ele vai vencer mais esse desafio", disse Iriny. O famoso "olê, olê, olê, olá, Lulá, Lulá" se seguiu.

 

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