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04/01/2012 - 17h04

Lula deixa hospital após primeira sessão de radioterapia

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DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou por volta das 16h45 desta quarta-feira (4) o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após fazer a primeira sessão de radioterapia contra um câncer na laringe.

Ao entrar e sair do hospital, ele usou uma saída lateral para evitar os jornalistas.

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No período da tarde, Lula recebeu uma dose de medicamentos quimioterápicos, que têm a função de potencializar o efeito da radioterapia.

"Conforme programado anteriormente, [Lula esteve no hospital] para dar início ao tratamento combinado de radio e quimioterapia de maneira ambulatorial", diz boletim médico.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula com os médicos João Luis Fernandes e Samir Hanna, do Hospital Sírio-Libanês
Lula com os médicos João Luis Fernandes e Samir Hanna, do Hospital Sírio-Libanês

A quimioterapia deverá ser aplicada uma vez por semana, de acordo com o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. "Tudo está ocorrendo dentro do programado como previsto pelos médicos", disse Okamatto.

Ele afirmou ainda que Lula tem trabalhado com uma fonoaudióloga para evitar complicações como o uso de uma sonda alimentar. "Vamos trabalhar e torcer para que isso não seja necessário."

Okamatto disse que o ex-presidente virá todos os dias de São Bernardo do Campo. "Podemos alugar um flat ou um hotel aqui perto quando o trânsito ficar muito ruim", afirmou.

Durante o dia, Lula almoçou e assistiu ao jogo do time de juniores do Corinthians pela Copa São Paulo. Ele ainda recebeu a visita do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).

TRATAMENTO

Lula deverá ser submetido a 30 sessões de radioterapia durante seis semanas. As sessões duram cerca de 15 minutos.

Durante a radioterapia, o petista não deve ficar internado, mas terá que comparecer ao hospital todos os dias.

No dia 17 de dezembro, o ex-presidente encerrou o ciclo da quimioterapia principal.

Lula pretende retornar à vida política em março, para acompanhar os candidatos da base aliada que disputarão as eleições municipais de outubro.

Em dezembro, os médicos do hospital divulgaram que o tumor teve uma redução de 75%em seu tamanho com o quimioterapia. Uma cirurgia está descartada pelos médicos.

A radioterapia tem o propósito de eliminar os resíduos do tumor, que inicialmente era de três centímetros. Ele poderá sofrer restrições na fala.

O diagnóstico da doença foi feito em outubro passado, após o ex-presidente ter reclamado de rouquidão por algumas semanas. Dias antes, ele tinha comemorado 66 anos.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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