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Aliança com PSD é caminho de 'pedras e perigos', diz Dirceu
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DE SÃO PAULO
O ex-ministro José Dirceu diz considerar que uma aliança do PT com o PSD do prefeito Gilberto Kassab em São Paulo é um "caminho cheio de pedras e perigos".
Segundo publicou em seu blog, a união com a sigla kassabista é uma "equação nada simples".
"Algumas lideranças alegam que não podemos nos aliar a Kassab, que negou e renegou todas nossas políticas públicas. Na prática, avaliam também que o PT é a terceira hipótese de aliança de Kassab. O prefeito estaria mais interessado numa aliança com o PSDB ou PMDB. Para essas lideranças petistas, deveríamos nos concentrar nas alianças com o PR, PC do B, PSB e PDT. Acontece que esses partidos apoiam a gestão Kassab. Ao mesmo tempo, estão na base do governo Dilma, como também o PSD de Kassab. Como vemos, esta é uma equação nada simples."
Kassab propôs ao ex-presidente Lula uma aliança na eleição municipal de São Paulo, em torno do nome do pré-candidato do PT na cidade, Fernando Haddad. O prefeito, no entanto, sofre resistências de grupos do PT ao acordo.
No post, Dirceu também cita a hipótese de uma aliança PSD-PSDB, ou mesmo com o PMDB, como em 2008, quando o ex-governador Orestes Quércia indicou Alda Marco Antonio como vice de Kassab.
"É preciso muita conversa, diálogo e paciência. Também é necessário o respeito às lideranças e aos movimentos. Caso contrário, podemos perder as eleições, antes mesmo de iniciar a campanha. Não se vence com um partido dividido."
O ex-ministro já havia comentado no blog a possível aliança, que atribuiu ao "isolamento e confusão" da oposição tucana.
Na época, sem entrar no "mérito da história", como frisou no texto publicado, Dirceu escreveu que "repetem-se os casos de absoluta falta de rumos da oposição e de suas tentativas, em muitos Estados, de busca desesperada por aliados."
'TERREMOTO'
No texto publicado hoje, o ex-ministro afirma que a proposta de Kassab provocou um "terremoto" no PT de São Paulo.
"Primeiro, porque vem com o aval e o apoio entusiasta do presidente Lula. Segundo, porque apoio não se recusa. E, para vencer, precisamos de aliados e de mais de 50% de votos no primeiro, ou no segundo turno. A oposição é grande, seja de setores do PT --pelo menos metade da bancada de vereadores e dos membros do conselho político. Mas o principal problema vem dos movimentos sociais e setores médios, profissionais e da cultura ligados ao PT."
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