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Novo ministro das Cidades diz que precisa resolver 'entraves da pasta'
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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), afirmou que sua tarefa agora será resolver "alguns entraves" da pasta e evitou falar de mudanças em cargos do ministério.
Ele falou com os jornalistas após reunião com a presidente Dilma Rousseff, na tarde desta quinta-feira (2). Ribeiro vai substituir Mário Negromonte, que deixou a pasta após suspeitas de irregularidades.
Sua posse está agendada para a tarde da próxima segunda-feira (6).
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"Vamos ter este fim de semana para nos inteirarmos de todas essas questões com maior profundidade e apresentarmos o que a presidente quer, que é exatamente resultado efetivo dessas ações do Ministério das Cidades", afirmou Ribeiro.
Ele citou ainda a necessidade de superar "entraves" e "dinamizar" a relação com a Caixa Econômica Federal, que está na linha de frente do programa Minha Casa, Minha Vida.
| 31.mai.11 - Agência Câmara | ||
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| Aguinaldo Ribeiro será o novo ministro das Cidades |
O novo ministro disse não temer fogo amigo dentro do próprio partido. A falta de apoio político foi um dos motivos que levaram à queda de Negromonte.
"O que nos motivou sempre com as mudanças na Câmara foi a melhoria e fortalecimento do partido. Nós sempre buscamos a unidade todo o tempo. E acredito que foi isso também que possibilitou que nós tenhamos agora esse caminho da unidade por alcançar num futuro muito próximo", disse.
Questionado sobre o passado de seu avô, acusado em livros oficiais de mandar matar líderes camponeses na Paraíba, o novo ministro foi sucinto. "Eu nasci em 1969", limitou-se a dizer.
O avô de Ribeiro, o ex-deputado Aguinaldo Veloso Borges, é apontado como mandante do assassinato de João Pedro Teixeira, fundado da Liga Camponesa de Sapé (PB), em 1962.
O avô do ministro também é associado à morte da líder Margarida Maria Alves, em 1985.
Ribeiro é aliado do antecessor de Negromonte na pasta, o ex-ministro Márcio Fortes, atualmente no comando da APO (Autoridade Pública Olímpica). Contra a sua indicação pesava o fato de respoder a um processo que apura crimes previstos na lei de licitações.
SECRETARIA-EXECUTIVA
O novo ministro evitou falar de mudanças em cargos do ministério com a saída do ministro Mário Negromonte, envolvido em suspeitas de irregularidades.
Questionado se a atual secretária nacional de Habitação seria um bom nome para assumir o posto número dois do ministério --como vem sendo ventilado-- o novo ministro afirmou: "As referências que nós temos da secretária Inês Magalhães são muito boas. Mas não queria falar nisso nesse instante."
A situação de Negromonte agravou-se na semana passada após a Folha revelar a participação dele e do secretário-executivo, Roberto Muniz, em reuniões privadas com um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério.
O episódio culminou com a demissão do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, na quarta-feira. Muniz também deve sair.
HISTÓRICO
Negromonte é o primeiro ministro a deixar o governo da presidente Dilma neste ano devido a suspeitas de irregularidades em sua gestão.
Em 2011, primeiro ano de governo da presidente, seis ministros deixaram o governo na mesma condição: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Wagner Rossi (Agricultura) e Carlos Lupi (Trabalho).
Neste ano, houve troca de ministros devido às eleições municipais: Fernando Haddad deixou a pasta de Educação para se dedicar à disputa pela Prefeitura de São Paulo. Aloizio Mercadante, então ministro de Ciência e Tecnologia, assumiu a função.
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