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Presidente da Câmara abandona sessão sobre fundo de previdência
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MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), enfrentou o governo ao abandonar, abruptamente, a sessão que analisaria a proposta que cria o fundo de previdência complementar do servidor público.
Segundo aliados, a atitude aconteceu por causa de um cargo na cúpula do Banco do Brasil. Em conversa, no final da tarde, com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Maia foi informado que um de seus apadrinhados no banco não seria atendido. Logo em seguida, após uma discussão ríspida com a ministra, na qual chegou até a bater o telefone na cara dela, Maia deixou a sessão.
O projeto que cria o fundo de previdência complementar do servidor público é considerado prioritário para o governo no Congresso. O acordo firmado no início da tarde é de que o projeto seria pelo menos discutido e haveria a tentativa de votação do texto principal, deixando a análise dos destaques para a semana que vem.
Somando a insatisfação de Marco Maia com a falta de vontade de partidos da própria base aliada da presidente Dilma Rousseff em votar a proposta, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), preferiu adiar a votação da proposta para a semana que vem.
PR e PDT, por exemplo, informaram que não apoiaram a aprovação do texto. Eles esperam a definição dos ministros do Transportes e Trabalho, respectivamente, para tomar uma decisão sobre a proposta.
Procurada, a assessoria de imprensa do presidente da Câmara não retornou à Folha.
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