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PT promete avançar na 'democratização' dos meios de comunicação
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CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA
Em documento a ser apresentado nesta quinta-feira (9) ao diretório nacional do PT em Brasília, o PT promete avançar na "democratização" dos meios de comunicação e afirma que 2012 será o ano da Comissão da Verdade.
"Outra campanha importante que o PT lançou e na qual avançará em 2012 é a campanha pela democratização dos meios de comunicações de massa, que aperfeiçoa nosso processo democrático ao dar voz a todos os setores da sociedade."
Em documento, PT defende CNJ e rebate fala de FHC sobre privatizações
Sobra a Comissão da Verdade, o partido diz que se empenhará em esclarecer os fatos ocorridos no período da ditadura militar. "O PT estará empenhado com a sociedade no resgate da nossa memória."
A comissão, ainda não instalada, foi criada no final de 2011 pela presidente Dilma Rousseff para apurar violações aos direitos humanos cometidas por agentes do Estado entre 1946 e 1988.
Entre os tópicos abordados no texto, a sigla diz que a oposição fracassou na tentativa de desestabilizar o governo através de seguidas denúncias de corrupção em ministérios. "Nosso governo soube dar as respostas adequadas às suspeitas levantadas, ao mesmo tempo tomando medidas e preservando a governabilidade."
O documento ainda elogia a firmeza do governo Dilma na operação para conter a greve dos policiais na Bahia, rebate a declaração do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso sobre as privatizações e ainda defende a atuação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O PT afirma no texto que não é verdade a declaração de FHC de que acabou a disputa ideológica sobre as privatizações.
Em vídeo divulgado ontem, o ex-presidente comentou o processo de concessões de aeroportos no governo Dilma Rousseff e afirmou que o fato acaba com a demonização da privatização.
"A privatização não é uma questão ideológica. É uma questão que depende das circunstâncias de como você aumenta sua capacidade de gerenciar, aumenta sua oferta de serviço, melhora a eficiência e aumenta também a quantidade de recurso disponível. É uma questão de responsabilidade", disse FHC.
O documento petista afirma que, antes, as empresas eram usadas para o pagamento de dívidas, e agora ficam na mão do poder público.
"As empresas eram torradas nas bacias das almas a preços de compadre, agora os ganhos para o poder público são enormes e aplicadas para o desenvolvimento do país."
CNJ
No texto, os petistas ainda defendem o CNJ após o impasse sobre o poder de investigação do conselho.
No último dia 2, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter os poderes de investigação do CNJ. A decisão reconheceu a autonomia do órgão em abrir investigações contra magistrados sem depender de corregedorias locais.
Para o PT, a criação do CNJ é um "significativo avanço" no processo de "transparência de democratização".
GREVE NA BAHIA
Sobre a greve em Salvador, o documento afirma que o PT sempre apoiou e continua apoiando o movimento de greve, desde que pacífico, mas que no caso dos policiais, foi violento. O texto ainda faz críticas à atuação do governo de São Paulo na reintegração de posse da favela do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP).
"Condenamos a atuação do governo de São Paulo em Pinheirinho, em que as pessoas foram brutamente despejadas de suas casas. Muito diferente tem sido a posição do governo federal. Ao contrário das famílias despejadas em São José dos Campos, policiais baianos entraram em greve, muitos deles munidos de arma, indo além do pacífico direito de greve que o PT sempre defendeu e continua defendendo."
Segundo o documento, a "reação firma e necessária não significa que o governo desconhece a necessidade de continuar elevando o salário dos trabalhadores da segurança pública".
O texto foi escrito pelo secretário-geral do partido, Elói Pietá, e avalizado pelo presidente da sigla, Rui Falcão.
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