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09/02/2012 - 17h51

Custo de Transnordestina não vai subir 'indefinidamente', diz Dilma

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FLÁVIA FOREQUE
ENVIADA ESPECIAL A PARNAMIRIM E SALGUEIRO (PE)

Em vistoria a obras da ferrovia Transnordestina em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o custo da obra, revisado algumas vezes no passado, não poderá continuar subindo "indefinidamente".

Em 2008, o preço total da obra, incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no ano anterior, ganhou um acréscimo de R$ 1 bilhão, chegando a R$ 5,5 bilhões. No ano passado, outros R$ 1,3 bilhão se somaram à quantia, totalizando R$ 6,7 bilhões.

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Roberto Stuckert Filho/Divulgação/PR
Dilma vistoria obras da Transnordestina em Pernambuco
Dilma vistoria obras da Transnordestina em Pernambuco

"Nós não pretendemos ficar elevando indefinidamente o preço dessa ferrovia. A gente sabe que uma ferrovia deste tamanho, dessa dimensão, tem sempre coisas não planejadas que ocorrem. Mas nós temos hoje uma certeza de que os nossos orçamentos estão bem próximos da realidade", afirmou a presidente.

Dilma se reuniu na tarde desta quinta-feira (9) com diretores da Transnordestina Logística e Odebrecht, responsáveis pela construção da obra. Segundo ela, o objetivo era "acertar os nossos parafusos" para a conclusão em prazo definido. Hoje, a meta é ter a ferrovia, de 1.728km pronta no final de 2013 - a princípio, ela deveria ser concluída neste ano.

O ministro Paulo Passos (Transportes) negou que a possibilidade de aditivos à obra foi discutida no encontro.

PARNAMIRIM

Na manhã de hoje, a presidente acompanhou a colocação de trilhos em um dos trechos mais adiantados da obra no Estado de Pernambuco, entre os municípios de Parnamirim e Salgueiro. Ao todo, 800km da ferrovia passarão pelo Estado - desse total, 10% estão concluídos e localizados entre os municípios visitados por Dilma.

Do total de 1728km da ferrovia, cerca de 170km estão prontos, e outros 45% estão com infraestrutura montada, mas ainda sem trilhos.

A Transnordestina ligará o interior nordestino aos portos de Pecém, no Ceará, ao de Suape, em Pernambuco. A expectativa é que, quando em atividade, ela seja capaz de transportar até 30 milhões de toneladas de grãos por ano.

 

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