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24/04/2012 - 19h15

CPI do Cachoeira vai pedir ao STF acesso à íntegra de investigações

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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Na linha de frente da CPI do caso Cachoeira no Congresso, o senador Vital do Rego (PMDB-PB), presidente da comissão, e o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator, vão pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso à íntegra das operações da Polícia Federal que investigaram o empresário do ramo de jogos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Os dois prometem levar as investigações para além do que já foi apurado pela PF, mas descartaram por enquanto criar sub-relatorias para dividir os temas das investigações --como sugerido pela oposição.

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"No primeiro momento, não se faz necessário a construção de sub-relatorias. Não vamos começar do zero, mas do inquérito da Polícia Federal", disse Cunha.

Os parlamentares afirmaram que vão manter os documentos da PF em sigilo, já que os inquéritos tramitam em segredo de Justiça. "Eu vou ser guardião. A CPI vai guardar documentos que estão correndo em segredo. A comissão pode incorrer em responsabilidade civil e penal se não mantiver o sigilo", disse Vital do Rego.

Cunha prometeu elaborar nos próximos dias um plano de trabalho para as investigações. Ele vai convocar testemunhas, como Cachoeira, mas disse que ainda vai discutir quem deve ser chamado - e qual o melhor momento para os depoimentos. "É claro que o Cachoeira deve vir à comissão. Faremos a oitiva no momento adequado."

A CPI deve ser instalada oficialmente hoje com a leitura no plenário do Congresso dos nomes dos deputados e senadores que vão integrar a comissão. São 32 membros titulares e igual número de suplentes.

Segundo Vital do Rego, a CPI deve fazer sua primeira reunião amanhã para a escolha formal do seu comando. Os dois parlamentares foram indicados pelos seus partidos para a relatoria e a presidência, mas precisam ser eleitos pelo plenário da CPI para serem eleitos oficialmente.

O futuro presidente da CPI disse que vai trabalhar para evitar a "judicialização" dos trabalhos da comissão. "A gente não pode judicializar a CPI. Um requerimento mal elaborado pode cair na mão de um advogado que vai questioná-lo no Supremo", afirmou.

 

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