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Ameaçado de cassação, governador do Acre reclama de fiscalização eleitoral
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FREUD ANTUNES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM RIO BRANCO
Ameaçado de perder o mandato em razão de processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o governador do Acre, Tião Viana (PT), ficou irritado com ação da Polícia Federal para coibir irregularidades nas eleições deste ano.
Segundo o secretário de Segurança do Estado, Ildor Graebner, o governador ficou incomodado com a presença muito próxima de um grupo de supostos agentes da PF que realizavam filmagens de sua comitiva em um evento do governo há 15 dias, em Cruzeiro do Sul (640 km de Rio Branco).
O delegado da PF Alexandre Silveira confirmou a realização no Estado de "acompanhamento velado" de todas as reuniões políticas e eventos eleitorais, para evitar irregularidades.
O governador Tião Viana disse que houve um mal-entendido por parte dos agentes que estavam realizando as imagens do evento em Cruzeiro do Sul.
"É assunto tranquilo. Foi, no máximo, imaturidade dos agentes", afirmou.
O petista disse ser favorável à fiscalização e afirmou ter recebido esclarecimentos do Ministério Público.
"O promotor disse que não havia pedido nada a respeito da minha pessoa. Como o governo tem uma agenda de trabalho, é normal que nesse período eles fiscalizem se há candidatos próximos ao ato oficial de governo. Acho que houve um mal-entendido", afirmou.
O secretário de Segurança disse que o problema seria a proximidade dos agentes que estariam filmando os eventos.
"Se houve a aproximação indevida, que atrapalha o desenvolvimento do trabalho político da pessoa, então não podemos aceitar. Então foi passada a recomendação aos policiais para realizarem o acompanhamento à distância", disse Silveira, da PF.
CASSAÇÃO
Em razão de episódios registrados na campanha de 2010, o Ministério Público Eleitoral acionou Tião Viana (PT), o irmão dele, o senador Jorge Viana (PT), e outros seis políticos da chapa sob acusação de uso da máquina pública na eleição.
O processo tramita no TSE e a Procuradoria já se manifestou pela cassação do mandato do governador.
"O acompanhamento [deste ano] tem por base muita coisa que estão nos tribunais, coisas que aconteceram nas eleições passadas, como o abuso de poder econômico e a compra de votos", disse o delegado.
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