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Serra e Haddad polarizam debate sobre taxas e finanças da prefeitura em SP
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DE SÃO PAULO
A 67 dias do primeiro turno das eleições municipais, os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) protagonizaram na noite desta quinta-feira o momento mais tenso do primeiro debate da disputa paulistana, na TV Bandeirantes.
Em um encontro com oito candidatos e regras que permitiram questões diretas em apenas 2 dos 5 blocos, o tucano e o petista entraram em conflito principalmente sobre a a situação financeira da prefeitura e a criação de taxas na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004).
'Parece que não aprenderam com mensalão', diz Giannazi sobre aliança com Maluf
Provocado por Serra sobre a "taxa do lixo" --um dos tributos que levaram a oposição a apelidar a ex-prefeita de "Martaxa" e contribuíram para suas derrotas nas últimas eleições municipais--, Haddad criticou a cobrança da inspeção veicular, medida da gestão Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra.
"A troca da taxa do lixo para a taxa do carro não foi boa", respondeu. Ele disse ser a favor de eliminar a taxa, mantendo a inspeção veicular. Na plateia, aliados de Haddad ficaram insatisfeitos com a resposta. Queriam que ele acusasse o tucano de elevar a carga tributaria da cidade em 68% em termos reais.
Serra respondeu dizendo que o tributo para coleta de lixo era "uma aberração".
Citando a "comparação" de gestões, o tucano criticou a situação das contas do município quando assumiu a prefeitura. "Encontramos a prefeitura em 2005 numa péssima situação financeira, apesar de ter aumentado os impostos. Eram 13 mil credores, obras paradas."
De acordo com a última pesquisa Datafolha, Serra está na liderança, com 30%, em empate técnico com Celso Russomanno (PRB), que tem 26%. Haddad tem 7%.
No confronto de ontem, coube ao deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) fazer ataques mais escancarados a seus adversários.
Criticou "máfias" na administração Kassab, ligou Serra ao "mensaleiro" Valdemar Costa Neto, do PR --partido coligado ao PSDB--, a supostos desvios em privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e questionou Haddad sobre o mensalão e a aliança com o PP do "procurado pela Interpol" Paulo Maluf.
A aliança com o ex-prefeito --selada com foto do petista ao lado de Maluf e do ex-presidente Lula-- foi um dos pontos mais explorados pelos adversários.
Em suas respostas, Haddad repetiu, sem mencionar o nome de Maluf, que "faz alianças com partidos e não com pessoas" e que nos 30 anos de atuação na USP deu "aula de ética".
Sobre o mensalão, o petista citou suas passagens nas gestões de Marta, Lula e Dilma e disse não ter nos órgãos de controle "uma única insinuação" a seu respeito.
APOSTAS
O debate também foi usado para que os candidatos testassem suas apostas para a campanha.
Serra apresentou como prioridades o desenvolvimento de um polo tecnológico em Itaquera e as operações urbanas em bairros da periferia.
Haddad falou em entregar três hospitais prometidos por Kassab e ampliar parcerias com o governo federal na Educação.
Gabriel Chalita (PMDB) apresentou-se como o candidato das parcerias. "Quero trabalhar com Geraldo Alckmin, de quem fui secretário, e com o governo federal, cujo vice é do meu partido."
Soninha Francine (PPS) fez críticas a programas federais. Disse que o ProUni --programa de bolsas em universidades privadas, vitrine da gestão Haddad no Ministério da Educação-- permitia uma "fábrica de diplomas".
Paulinho da Força (PDT) falou em abaixar impostos na periferia para atrair empresas. Levy Fidelix (PRTB) prometeu criar um banco municipal para financiar
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