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Ministra da Cultura deve deixar o cargo; Marta Suplicy é cotada para assumir pasta
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NATUZA NERY
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Atualizado às 14h44.
A ministra Ana de Hollanda (Cultura) deve deixar o cargo nesta terça-feira (11). Para seu lugar, a presidente Dilma Rousseff pode indicar a senadora petista Marta Suplicy (SP).
A ministra tem uma audiência no Palácio do Planalto e pode já definir sua saída do governo.
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| Leonardo Lara/Divulgação |
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| Ana de Holanda, ministra da Cultura |
Segundo a Folha apurou, a troca estava prevista para ocorrer depois das eleições, mas pode ser antecipada. A participação de Marta na campanha do petista Fernando Haddad (SP) foi decisiva para definir a troca.
Marta, inclusive, avisou ao suplente, o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), para que fique preparado para a hipótese de assumir sua cadeira no Senado. A senadora, segundo Rodrigues relatou a interlocutores, o procurou na segunda-feira (10) e informou que estavam avançadas as negociações para que ocupe o ministério.
POLÊMICAS
Irmã do compositor Chico Buarque, Ana de Hollanda é cantora e fez carreira na burocracia estatal, trabalhando inclusive na Funarte.
Sua gestão tem sido marcada por críticas e em diversas oportunidades o Planalto precisou negar a saída da ministra.
A ministra sofre pressão de setores do PT desde que cancelou a nomeação do sociólogo Emir Sader para presidir a Fundação Casa de Rui Barbosa. O sociólogo havia dito à Folha que a ministra era "meio autista".
Além da pressão por parte de petistas, as críticas à ministra se devem à política sobre direitos autorais defendida pela pasta, à suspensão de pagamento de convênios e à retirada do selo Creative Commons (licença para uso de conteúdo) do site da pasta.
Outra crítica de parte do setor cultural é que ela não teria se empenhado para reduzir o corte no Orçamento da Cultura neste ano.
No ano passado, a CGU (Controladoria Geral da União) determinou ainda que Ana devolvesse cinco diárias que recebeu quando estava no Rio de Janeiro sem compromissos oficiais.
Em outra polêmica envolvendo a ministra, a Comissão de Ética Pública da Presidência pediu esclarecimentos à ministra por ter recebido camisetas da escola de samba Império Serrano para desfilar no Carnaval.
O brinde foi enviado seis meses após o ministério zerar a inadimplência da agremiação carioca, desbloqueando o CNPJ da escola.
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