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Arcebispo critica Russomanno e pede aos fiéis o voto consciente
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DE SÃO PAULO
O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, criticou neste domingo (16) o chamado "cabresto eleitoral" de entidades religiosas e voltou a repudiar os ataques que a Igreja Católica diz ter sofrido da campanha de Celso Russomanno (PRB) pela prefeitura da cidade.
"Reiteramos nossa orientação para que os fiéis católicos votem de maneira consciente, livre e responsável, e de acordo com os princípios e valores que orientam suas próprias vidas e da fé que abraçam", afirma dom Odilo, em artigo divulgado hoje.
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Igreja Católica ataca Universal e chefe da campanha de Russomanno
| Luiz Carlos Murauskas - 25.jan.12/Folhapress | ||
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| Dom Odilo Scherer celebra na Catedral da Sé (centro) missa no dia aniversário da cidade de Sâo Paulo |
Durante a semana, a Arquidiocese de São Paulo fez uma nota com ataques à candidatura de Russomanno, por conta de um artigo do presidente do PRB, Marcos Pereira, relacionando a igreja com o "kit-gay" (vídeos e material didático feitos com objetivo de combater a homofobia nas salas de aula).
O artigo de Pereira, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, publicou em seu blog em maio de 2011 e que voltou a circular recentemente nas redes sociais.
Já o texto divulgado hoje é a primeira manifestação assinada pelo próprio arcebispo.
Para dom Odilo, "é inaceitável que na campanha eleitoral se fomente um clima de intranquilidade entre os cristãos das diversas comunidades e denominações, que convivem na cidade de São Paulo".
Ele afirma que a ofensa do membro da Universal atingiu não só os católicos da cidade mas a igreja em todo o país.
Dom Odilo lembra que a arquidiocese deu orientações sobre a participação dos fiéis na eleição, mas sem a indicação de candidatos.
"Entendemos que o voto dos cidadãos é livre e não deve ser imposto aos fiéis, como por 'cabresto eleitoral', pelos ministros religiosos; nem devem nossos templos e organizações religiosas ser transformados em 'currais eleitorais', reeditando práticas de uma política viciada, que deveriam estar superadas", diz o cardeal.
Segundo ele, "a manipulação e instrumentalização da religião, em função da busca do poder político, não prometem ser um bem para a sociedade e não são coerentes com os princípios da liberdade de consciência".
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