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Ministros discordam de nota do PT que os acusa de ação política
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DE BRASÍLIA
Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) discordam de nota divulgada pelo PT e por partidos aliados que dizia que a corte atuou de forma política e marcou o julgamento do mensalão para coincidir com as eleições.
A interlocutores o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, tem relembrado que sempre defendeu marcar o início do julgamento na metade do primeiro semestre, em maio, para não interferir no processo eleitoral. Ayres Britto chegou a defender a realização de sessões em julho.
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Outros ministros do STF também defendiam isso, entre eles, Gilmar Mendes. Ele chegou a acusar o ex-presidente Lula de pressioná-lo para adiar a análise do caso.
| Sergio Lima - 6.set.12/Folhapress |
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| O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, durante sessão de julgamento do mensalão |
O julgamento, no entanto, somente foi marcado em agosto porque dependia da liberação do voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, o que só aconteceu na última semana de junho.
E as sessões não poderiam ficar para depois de 7 de outubro por causa do risco de prescrição (perda de validade) das penas.
Nos bastidores, Lewandowski reclamou diversas vezes de ter sofrido pressões de colegas para que liberasse seu trabalho rapidamente.
Ele iniciou sua revisão no início deste ano, logo após Joaquim Barbosa dizer, em dezembro de 2011, que seu relatório sobre o processo mensalão estava pronto.
GOLPISMO
Em nota divulgada anteontem, PT, PC do B, PSB, PMDB, PDT e PRB acusaram a oposição de golpismo ao usar politicamente o julgamento.
Segundo o texto, existe a tentativa de transformar o mensalão num "julgamento político, golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula".
Apesar de atacar diretamente a oposição, o conteúdo da nota foi visto também como uma crítica indireta ao tribunal, por não ter se preocupado em marcar o julgamento no mesmo período das eleições municipais.
Para ministros ouvidos pela Folha, isso não teria ocorrido se Lewandowski tivesse liberado seu voto em maio. (VALDO CRUZ E FELIPE SELIGMAN)
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