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25/12/2012 - 20h38

Em novo capítulo de crise política, Natal está sem prefeito

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FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO

Neste Natal, ninguém ocupa a cadeira de prefeito na capital do Rio Grande do Norte. O cargo ficou vago depois que o vice-presidente da Câmara Municipal, Ney Lopes Jr. (DEM), afastou-se nesta segunda-feira (24) por determinação da Justiça.

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Esse é um novo capítulo de uma crise política que atinge a cidade desde que uma decisão judicial afastou a prefeita Micarla de Sousa (PV), em outubro, após denúncias de desvios de recursos dos cofres públicos.

No lugar dela havia assumido o vice-prefeito, Paulinho Freire (PP). Ele renunciou em dezembro para ser diplomado como vereador para a legislatura de 2013.

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins (PV). Mas ele abriu mão da prefeitura porque, mesmo não reeleito vereador oficialmente, espera que a Justiça atenda um pedido de recontagem dos votos e permita sua permanência no Legislativo no próximo ano.

Lopes Jr. assumiu a prefeitura no dia 13. O Ministério Público questionou a posse, por entender que o presidente da Câmara não pode decidir se quer ou não cumprir as regras de sucessão.

O desembargador Amaury Moura Sobrinho concordou com o Ministério Público e determinou, na sexta-feira (21), o afastamento dele.

Só que Edivan Martins anunciou nesta segunda-feira (24) a renúncia da presidência da Câmara. "Passei a ser o presidente e estou apto a assumir a prefeitura", disse Ney Lopes Jr à reportagem. "Mas, antes que eu assuma, preciso que o desembargador reconheça a renúncia."

PAGAMENTOS E LIXO

Lopes Jr. disse esperar que o reconhecimento ocorra nesta quarta. Segundo ele, a falta de prefeito vai adiar o pagamento de servidores, a assinatura de convênios com o governo federal e a negociação com empresas de limpeza --a coleta de lixo na cidade está prejudicada por atrasos em repasses.

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de Micarla para reassumir a prefeitura.

 

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