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Manifestantes contra Renan Calheiros bloqueiam a avenida Paulista
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DE SÃO PAULO
Um grupo de manifestantes que protestam contra a eleição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fechou uma das pistas da avenida Paulista, em São Paulo, e deixou o trânsito lento na região na tarde deste sábado (9). Cerca de 200 pessoas participaram do protesto, segundo a Polícia Militar.
Com gritos de "Fora Renan", os manifestantes pedem que o presidente do Senado deixe espontaneamente o comando da Casa ou sofra um processo de impeachment.
Procurador confirma acusação contra Renan por três crimes
Petição na internet contra Renan atinge 400 mil assinaturas
Com 56 votos, Renan Calheiros é eleito presidente do Senado
Renan é acusado pela Procuradoria-geral da República de ter praticado os crimes de peculato, falsidade ideológica e utilização de documentos falsos. A denúncia foi encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal). Para que Renan passe a responder a processo, o STF ainda terá que analisar o conteúdo da denúncia e entender que existem indícios suficientes para a abertura da ação penal.
"Mesmo sendo um sábado de carnaval, optamos por convocar os manifestantes hoje para mobilizar a sociedade civil para buscar um Senado mais limpo", diz Luan Souza, um dos organizadores do protesto. "Não nos sentimos representados pelo Renan."
Participaram do protesto membros dos movimentos "Dia do Basta à Corrupção", "Quero o Fim da Corrupção" e "MJ". Eles caminharam da rua Augusta até a avendida Brigadeiro Luis Antonio gritando: "o povo na rua, Renan a culpa é sua" e "Renan safado, sai fora do Senado". E também pediam mais transparência no processo de escolha da Mesa Diretora e o fim do voto secreto.
A manifestação foi marcada nas redes sociais. Segundo organizadores do protesto, um novo ato contra a permanência de Renan na presidência do Senado deve ocorrer no MASP (Museu de Arte de São Paulo), em São Paulo, no próximo dia 23.
PETIÇÃO ON-LINE
Uma petição on-line pede o impeachment de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.
Segundo o site, a petição já supera 1 milhão de adesões, mas não é possível confirmar a autenticidade deste número. O site da petição exige apenas nome, e-mail, país e CEP, mas o sistema aceita dados diferentes publicados de um mesmo computador, mesmo que sejam fictícios.
A petição foi publicado por Emiliano Magalhães Netto. Procurado pela Folha, o autor da petição não se pronunciou até a publicação desta notícia.
Antes de Renan se eleger presidente do Senado, a ONG Rio de Paz e pelo Movimento reuniu em janeiro 400 mil assinaturas contra a escolha do senador.
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