Publicidade
Publicidade
Pastor eleito para comissão responde por estelionato e homofobia no STF
Publicidade
TAI NALON
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
Atualizado às 20h05.
O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), é alvo de uma ação penal e um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na ação penal, ele é acusado de estelionato por ter recebido R$ 13,3 mil para realizar dois cultos religiosos no Rio Grande do Sul, mas não comparecer aos eventos.
Vídeo mostra pastor Marco Feliciano pedindo senha de cartão de fiel
Pastor é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos
Tendências/debates: Marco Feliciano - Ditadura gay e direitos humanos
Tendências/debates: Jean Wyllys - Cinismo Cruel
No inquérito, Feliciano responde por preconceito e discriminação por uma fala supostamente homofóbica em uma rede social. Ele já foi alvo de outro inquérito por injúria que foi arquivado no fim do ano passado.
Procurada pela Folha, a assessoria do deputado ainda não manifestou até a última atualização desta reportagem.
Feliciano foi confirmado hoje no comando da comissão. O deputado é criticado por entidades ligadas aos direitos humanos por acusações supostamente racistas e homofóbicas. Ele, porém, diz ter sido mal interpretado.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em 2008, Feliciano e um assessor firmaram um contrato para os shows religiosos, forneceram uma conta para o depósito da produtora, mas não compareceram.
Um dia antes do show, o deputado enviou um e-mail confirmando sua presença, mas a investigação comprovou que ele já tinha outros compromissos agendados.
"A vítima sofreu uma verdadeira espoliação em seu patrimônio, haja vista que os denunciados agendaram outros compromissos sem dar satisfação a ela, sabendo de antemão que não cumpririam com o que foi compactuado", afirmou a promotora Ivana Battaglin.
A produtora do evento alega ter tido um prejuízo de R$ 100 mil com a ausência. O deputado seria a atração principal dos eventos.
Houve ainda gastos com passagens, transportes e divulgação. A ação está sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski e a última movimentação é outubro do ano passado.
No inquérito, de janeiro de 2013, ele é acusado de homofobia por um texto divulgado em seu Twitter. "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição."
Ele pode ser enquadrado por induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a reclusão de um a três anos e multa. O relator desse caso é o ministro Marco Aurélio Mello.
Quanto a essa questão, o pastor tem respondido que foi mal interpretado. "Julgar uma pessoa de 40 anos por 140 caracteres citados numa rede social, sem contexto, isso é uma violação dos direitos humanos", disse.
+ Canais
+ Notícias em Poder
+ Livraria
- VAR-Palmares roubou cofre de governador de São Paulo
- 'O Lixo da História' traz charges de Angeli pós-11 de Setembro; veja
- Nos últimos 150 anos, já tentaram de tudo para a 'cura gay', diz livro
- 'Violência diminuiu', defende psicólogo de Harvard em livro
- 'Inflação é primordialmente um fenômeno político', diz historiador
- Hitler e Stálin eram 'irmãos espirituais', diz testemunha da batalha de Moscou
- Karl Marx considerava Simón Bolívar 'medíocre e grotesco'
- 'Todos são loucos, quem consegue analisar o próprio delírio é filósofo'
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- Editor encontra texto inédito do historiador Will Durant
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Petistas ironizam Joaquim Barbosa e STF nas redes sociais
- Oposição quer explicações da Caixa sobre 'lambança' no Bolsa Família
- Em marcha para Jesus, fiéis pedem libertação do pastor Marcos Pereira
- Dilma diz que não vê motivo para investigação na Petrobras
- Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura
+ Comentadas
- Caixa alterou Bolsa Família na véspera de boato sobre programa
- Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura
+ EnviadasÍndice










