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Sindicalista José Ibrahim morre aos 66 anos em São Paulo

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O sindicalista José Ibrahim morreu nesta quinta-feira (2) aos 66 anos em São Paulo. Ele foi encontrado morto pela família no apartamento onde morava. Ainda não há informações confirmadas sobre a causa da morte.

Em 1968, como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, ele liderou a Greve da Cobrasma, que representou o primeiro movimento operário de grande repercussão contra a ditadura militar (1964-1985).

Por causa do movimento, ele foi tirado da presidência da entidade e demitido da Cobrasma, onde começou a trabalhar com 14 anos.

Ibrahim passou então a militar na Vanguarda Popular Revolucionária, sendo preso no ano seguinte.

Divulgação - 1969
Guerrilheiros trocados pelo embaixador Charles Burke Elbrick; Ibrahim é terceiro em pé, a partir da esquerda
Guerrilheiros trocados pelo embaixador Charles Burke Elbrick; Ibrahim é terceiro em pé, a partir da esquerda

Ele chegou a ficar preso no DOPS (Departamento de Ordem e Política Social), onde foi torturado por vários dias.

"Fui muito torturado, como era praxe naquela época. Ainda mais que, além do negócio da greve, das ocupações de fábrica, eles me prenderam dentro da estrutura da VPR uma organização que estava fazendo ação armada. Fui torturado, vários dias", disse Ibrahim, em entrevista a um especial preparado pelo sindicato em 2008.

O sindicalista foi um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, que havia sido sequestrado por movimentos de resistência.

Ibrahim passou 10 anos no exílio e voltou ao país em 1979 com a anistia.

Em 1980, ele participou da fundação do PT. Anos depois, ele deixou o partido e chegou a se filiar ao PDT. Também ajudou na fundação da Força Sindical.

Atualmente, Ibrahim era secretário de Formação Política da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

O corpo será velado na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro acontecerá na sexta-feira (3) no cemitério Bela Vista, em Osasco.

Em nota, o ex-presidente Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia lamentaram a morte.

"Em 1968, ainda jovem, José Ibrahim atuou para organizar os trabalhadores de Osasco e, defendendo seus ideais, enfrentou a prisão e o exílio. De volta ao Brasil, ajudou a fundar o PT e seguiu militando no movimento sindical até o fim de sua vida. Neste momento de perda, estendemos nossa solidariedade para todos os amigos e parentes de José Ibrahim."

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e a UGT também divulgaram notas de pesar.

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