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Mulher de FHC tatuou letra inicial do nome do ex-presidente no pulso

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Patrícia Kundrát tentou, ao longo dos últimos três anos, resguardar do público e da imprensa a vida que leva ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Tanto que escolheu um lugar estratégico para gravar uma discreta homenagem ao homem que chama de "o grande amor" de sua vida. No pulso esquerdo, tatuou a letra "F" e um coração.
O gesto não teve retribuição. "Ele é tradicional, jamais faria uma tatuagem. Putz, não foi um 'big deal' [grande coisa], saca?", contou ela, na primeira entrevista que concede desde que oficializou sua relação com ele, no fim do mês passado.

Paulistana de 37 anos, ela tem outras três tatuagens -incluindo uma carinha sorridente no antebraço direito. Muitas de suas frases são pontuadas com "meu" e "mega". Foi esse jeito despachado que conquistou o coração de Fernando Henrique, dizem amigos do casal.

Os dois se conheceram no Instituto Fernando Henrique Cardoso, onde Patrícia trabalhou por sete anos como assistente executiva.

Formada em marketing pela FAAP, começou trabalhando com o superintendente do iFHC, Sérgio Fausto. Depois, passou a despachar diretamente com o ex-presidente, que tem 82 anos.

Começaram a namorar em 2011 –FHC ficou viúvo de Ruth Cardoso em 2008. Hoje moram no apartamento dele, em Higienópolis.

Patrícia Kundrát/arquivo pessoal
Patrícia Kundrát, 37, mulher do ex-presidente FHC, em foto de celular feita por ela mesma
Patrícia Kundrát, 37, mulher do ex-presidente FHC, em foto de celular feita por ela mesma

A relação agora estampada na pele de Patrícia foi, num primeiro momento, mantida sob reserva.

"Ela demorou um pouquinho para contar, mas a gente já desconfiava. Depois que ela se separou do marido, começou a viajar bastante com ele", disse Andressa Mentz, amiga da mulher de FHC desde os 14 anos de idade.

A entrada de Patrícia trouxe mudanças notáveis ao universo de Fernando Henrique. Ela apresentou a ele o WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas pelo celular. "A gente se fala direto por Whats-App", diz ela, que troca as mensagens pelo iPhone 5C amarelo que ganhou de presente de aniversário de FHC.

"O Fernando, sozinho, não abria a casa para jantares. A Patrícia botou ordem no negócio. Hoje nós chegamos lá e ela nos leva algo para beber e petiscar. É uma companhia extremamente agradável", contou o professor da USP, Leôncio Martins, amigo de longa data de FHC.

Leôncio e sua mulher, a também professora da USP Maria Tereza Sadek, são companhias frequentes do casal para jantares, sessões de cinema e concertos.

No começo, o relacionamento causou surpresa, principalmente por causa da diferença de idade. Mas hoje, até amigos de Fernando Henrique que conviveram muito com dona Ruth participam da rotina do casal.

Em uma das primeiras vezes em que Fernando Henrique apareceu com Patrícia, ele a levou para a casa de Ibiúna de Regina Meyer, professora da FAU, e seu marido, o psicanalista Luiz Meyer, amigos de FHC há 50 anos.

"Quando ela chegou, obviamente nos chamou atenção o fato de que era jovem e bonita", disse Regina. "A conversa não rolou muito fácil logo de cara." Mas, aos poucos, foram se integrando.
Toda semana, os dois casais se reúnem. Pedem pizza em casa –a marguerita da pizzaria Camelo é a preferida– e jogam conversa fora.

"Patrícia foi muito discreta, entrou de uma maneira calma; percebemos que o Fernando estava muito feliz", conta Regina. "Ela tem uma presença muito natural, não é impositiva, nem reverente."

Às vezes, Patrícia acompanha Fernando Henrique no pôquer semanal, que sempre reúne o historiador Boris Fausto, o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, e o dono da agência de comunicação CDN, João Rodarte.

Ela compartilha com FHC -que chama de "amore"- a paixão pelo tema da descriminalização das drogas. "Não adianta punir o usuário; é melhor encaminhá-lo aos serviços de saúde", diz ela, que hoje trabalha no Instituto Igarapé, uma ONG de segurança e desenvolvimento.

SÉRIES DE TV

Os dois também estão vidrados em séries de TV. No fim do ano, fizeram uma maratona de Downton Abbey. Agora, estão vendo a primeira temporada de House of Cards, série política que é a favorita do presidente americano, Barack Obama.

Assim como passou a conviver quase que diariamente com intelectuais próximos a FHC, Patrícia o integrou ao seu círculo de amizades.

Depois de assumir o namoro, organizou um jantar para apresentá-lo aos amigos. Embora hoje seja natural, no início, a presença de Fernando Henrique era um acontecimento. "Certa vez organizei um churrasco para o aniversário da minha mãe. A Patrícia confirmou presença, mas não disse que ele também iria. Quando viram o Fernando Henrique chegando em casa, minha mãe e minha sogra quase enfartaram", lembrou Andressa aos risos.

Os 45 anos de diferença de idade, diz Andressa, somem nesses momentos. "Quando você vê os dois juntos, faz todo o sentido, entende?"

"Ela trouxe leveza à vida dele e ele é um amparo emocional para ela. A Patrícia sempre fala que não sabe o que vai ser da vida sem ele. Ela diz: eu escolhi ser feliz, não importa se por cinco ou dez anos", diz a amiga.

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