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PT diz que processará Serra por danos morais
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RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o secretário-geral, José Eduardo Cardoso, anunciaram na noite desta terça-feira que o partido vai ingressar amanhã em São Paulo com uma ação indenizatória por danos morais contra o tucano José Serra.
O motivo são as declarações em que o candidato do PSDB afirma que o PT tem "tradição" na produção dossiês contra adversários e que a sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), foi responsável pelo levantamento, por integrantes de sua pré-campanha, de documentação contra tucanos. Em sabatina ontem na Folha, Serra reafirmou as acusações e disse que Dilma devia pedir desculpas.
"São acusações inaceitáveis, com objetivo de ganho eleitoral", disse Dutra. Ele reafirmou que Dilma e o partido não autorizaram ou tiveram conhecimento de produção de dossiês por integrantes da campanha. "O PT foi atingido pelo candidato Serra e acha que merece ser reparado pelo dano moral", afirmou Cardoso.
Após a revista "Veja" relatar reunião em que Luiz Lanzetta, cuja empresa trabalhava para o PT, participou de reunião em que se tratou de um dossiê contra Serra e familiares, a Folha revelou que a "equipe de inteligência" que começava a ser montada na pré-campanha de Dilma levantou e investigou dados fiscais e financeiros sigilosos de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente-Executivo do PSDB.
Em nota, a assessoria de Serra diz que o PT tenta "jogar lama" nos adversários com fabricação de "dossiês fajutos feitos com recursos ilegais".
"A campanha de José Serra reafirma seu repúdio às tentativas de se fazer política com o uso de falsidades e mentiras, abrigadas em dossiês fajutos feitos com recursos ilegais. Trata-se de uma nova tentativa do PT de inverter a ética e fabricar notícias para escapar das responsabilidades dos seus desvios. Jogar lama na campanha de adversários desrespeita o eleitor brasileiro."
O PT havia entrado há alguns dias com uma interpelação contra Serra para que ele confirmasse em juízo as declarações --passo prévio antes de ingressarem com a ação--, mas, segundo o partido, o juiz que analisou o caso entendeu que as palavras do tucano eram suficientemente claras e não necessitavam de confirmação na Justiça.
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